Segunda, 18 de Maio de 2015 - 16:20

Promotor diz que ação de PMs no Cabula com morte de 12 pessoas foi 'execução sumária'

por Luana Ribeiro/ Alexandre Galvão

Promotor diz que ação de PMs no Cabula com morte de 12 pessoas foi 'execução sumária'
Foto: Reprodução
A ação da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) que matou 12 pessoas no Cabula, na localidade conhecida como Vila Moisés, em fevereiro deste ano, foi uma emboscada de PMs, afirma o promotor de Justiça, Davi Gallo. De acordo com ele, dias antes, três dos 11 policiais foram à localidade numa operação onde um deles tomou um tiro no pé. Após o ocorrido, quando o agente quase perdeu um dos dedos, estes policiais, acompanhados de mais oito, voltaram à localidade e montaram uma “emboscada”. “Essa operação foi, supostamente, uma vingança. Nós investigamos exaustivamente esta versão dos PMs, mas não encontramos justificativas para a incursão ao local. Nem mesmo a denúncia anônima que eles diziam ter recebido foi encontrada”, apontou Gallo, nesta segunda-feira (18), em entrevista coletiva, quando tratou o assunto como "execução sumária". Ainda de acordo com ele, os militares mantiveram a versão inicial de que chegaram à localidade e encontraram “pessoas em bando, armando assaltos a bancos”. “Todos eles foram interrogados por mais de cinco horas e encontramos contradições nos depoimentos. As balas encontradas no local foram de PMs e, diga-se de passagem, eles fizeram uso de três metralhadoras. A escolha das vítimas foi aleatória. Podemos dizer que foi uma execução sumária”, explicou Gallo. A denúncia do MP-BA indicia o sub-tenente Julio Cesar Lopes Pitta, o sargento Dick Rocha de Jesus e soldados Robemar Campos de Oliveira, Antônio Correia Mendes, Sandoval Soares Silva, Marcelo Pereira dos Santos, Lazaro Alexandre Pereira de Andrade, Isaac Eber Costa Carvalho de Jesus e Lucio Ferreira de Jesus. (Atualizada às 16h58)

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