Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Terça, 11 de Novembro de 2014 - 00:00

Por alternância, Rosemberg e Sanches podem unir candidaturas à presidência da AL-BA

por Rebeca Menezes

Por alternância, Rosemberg e Sanches podem unir candidaturas à presidência da AL-BA
Fotos: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Os deputados estaduais Rosemberg Pinto (PT) e Alan Sanches (PSD) podem unificar as candidaturas à presidência da Asembleia Legislativa para conseguir fazer frente ao atual líder da AL-BA, Marcelo Nilo (PDT). Segundo Sanches, ambos tem buscado “afinar discursos” e tentam identificar quem conseguirá “aglutinar mais apoios” para a disputa, mesmo que um terceiro nome seja colocado como opção. “Não fazemos questão do nome. Se tiver outro que possa aglutinar, não tem problema. Não acho que sou melhor do que ninguém, mas sou a favor da alternância”, defendeu nesta segunda-feira (10). Segundo ele, uma reunião com a oposição deve ocorrer nesta quarta-feira (12) e o governador eleito, Rui Costa (PT), também será procurado. “É de fundamental importância saber o que ele pensa. São passos que estão sendo dados para saber qual a intenção dele, como ele está se colocando”, explicou. Por causa do movimento de unificação de apoios, Sanches disse acreditar ser “difícil” a existência de uma terceira candidatura na disputa, mas diz que ainda é cedo para se ter uma definição. “Apoio tem que ter e manter até o final. Você pode dizer que tem 20, 30 apoios, mas é uma corrida de longa distância. Por isso não passei lista. Não tenho nada contra o presidente, só acho que temos que dar oportunidade a todos os partidos”, alfineta.

 
O atual presidente da AL-BA, Marcelo Nilo (PDT), está à frente da Casa por quatro mandatos


Rosemberg confirma a possibilidade de união, por não se tratar de uma discussão de interesse pessoal. “A minha candidatura e a de Alan tem uma unidade no conceito. [...] Não é para disputar com Marcelo, mas para apresentar um novo conceito de gestão. É com esse espírito”, contou. O petista defende o fim da reeleição, o empoderamento da mesa diretora da Casa e uma gestão compartilhada proporcionalmente com os partidos. “A questão é o debate de um conceito. Se necessariamente houver um outro nome que consiga aglutinar situação e oposição que possa implementar esse programa, eu já deixei claro que posso apoiar. Mas minha candidatura deixou de ser isolada. Para ter qualquer mudança, temos que conversar com aqueles que me apoiam”, explicou.

 


Isidório acredita que pode ser opção de Nilo ou do governador eleito Rui Costa (PT)

 
Apesar da aliança, o deputado pastor Sargento Isidório (PSC) disse não recuar de sua intenção de chegar à liderança da AL-BA. “Mantenho minha candidatura, até porque ela está crescendo. Eu não tenho medo dessa história de ‘tenho 30 votos, tenho 40 votos’. Quem vai decidir a presidência da Assembleia é Deus, falando no coração dos deputados”, afirmou. O pastor garantiu já ter alguns votos confirmados, apesar de alguns deputados terem pedido segredo. “Ninguém disse ‘eu não voto em você’ e eu estou fazendo minha parte. Mas as pessoas estão pedindo segredo, não querem se expor”, contou. Ele classificou Nilo como “um excelente líder”, mas defendeu que a diferença é que ele sabe “o que é a qualidade de vida, qual a necessidade das pessoas”. Isidório acredita, inclusive, que o próprio presidente poderá eventualmente apoiá-lo no pleito. “O próprio Marcelo Nilo, pela sua maneira de ser, pode entender que eu sou o caminho certo se não sentir que não terá as condições nessa briga de titãs. Eu posso ser uma saída honrosa tanto para ele quanto para o governador, que tem deixado a coisa acontecer democraticamente. Posso ser o candidato tanto do presidente quanto do Palácio. É só Deus tocar o coração”, afirmou. O presidente Marcelo Nilo foi procurado, mas não foi encontrado pelo Bahia Notícias.


Histórico de Conteúdo