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Terça, 07 de Outubro de 2014 - 13:00

Pastor Sargento Isidório pretende disputar a presidência da Assembleia Legislativa

por Maria Garcia

Pastor Sargento Isidório pretende disputar a presidência da Assembleia Legislativa
Foto: Lucas Franco/ Bahia Notícias
Ex-dependente químico, ex-gay e ex-PM, o deputado estadual eleito com o segundo maior número de votos Pastor Sargento Isidório (PSC) já cobiça a vaga da presidência da Assembleia Legislativa (Al-Ba). Ele pretende substituir o atual ocupante Marcelo Nilo (PDT), que já senta na cadeira da presidência há quatro mandatos e terminou a eleição como o mais votado. Ao Bahia Notícias, Isidório comentou que já estaria articulando com os outros deputados reeleitos para conseguir alçar o posto em 2015, mesmo com a diminuição da bancada de seu partido após a futura saída da parlamentar Maria Luiza Orge (PSC). “Todos os deputados já estão tomando conhecimento depois desta entrevista que eu preciso de todos, independente de partido. Não quero saber se apoiou Paulo Souto, Rui ou Lídice”, disse Isidório. O seu apoio ao governador eleito Rui Costa (PT) está confirmado, apesar da adesão de seu partido à coligação da campanha de Paulo Souto (DEM). Ele qualifica Jaques Wagner como o “melhor governador” que a Bahia teve e afirma que o petista nunca negou algo à capital baiana, cidade onde o parlamentar obteve maior parte dos seus votos – Isidório foi o candidato mais bem votado na capital, com 58.338 registros de sufrágio. Responsável pela Fundação Doutor Jesus, o pastor reitera o alto número de votos obtidos para se reeleger e garante que não apenas dependentes químicos e evangélicos apoiaram o seu pleito. “Não é só evangélico que vota e mim. Católicos também. Quando sou contra o casamento gay, faço isso não só para os evangélicos, mas para os cristãos e a família. Gays e lésbicas que dizem que estão com problema de vício e que não fizeram ‘sindicato’ também votaram em mim”, afirma o deputado. Para o cristão, o importante é se cercar de uma boa equipe de assessores para organizar a Assembleia. Ele vê com sucesso projetos populares na Casa como o fim do 14º salário, mas, caso consiga chegar ao cargo, não pretende colocar como prioridade o corte nos gastos dos políticos. “Se tem benesses, por mim, é uma surpresa. Eu sou do baixo clero aqui como deputado estadual e nunca fiquei no luxo [...]. Deputado não pode ser mendigo. Eleitor ainda acha que quem se elege tem que ter dinheiro. Se cortar tudo, o deputado tem que ter traficante para se sustentar”, comentou o parlamentar. Segundo informações nos bastidores da política, a saída de Nilo da disputa pela vaga de vice na chapa de Rui Costa (PT) terá influência direta na escolha do próximo presidente da Assembleia.

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