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Chance de realização da Fan Fest é de 50%; Carnaval da Copa também está comprometido
Foto: Max Haack / Agecom
A realização da Fan Fest em Salvador durante a Copa do Mundo permanece como uma incerteza, com possibilidade de 50%. “Essa é uma pergunta que não tem resposta ainda. A cidade está conduzindo da melhor forma possível. Se a decisão não está madura, é melhor adiar”, afirmou nesta quarta-feira (21) o secretário municipal de Desenvolvimento, Turismo e Cultura, Guilherme Bellintani, em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5. Diante da dificuldade em conseguir patrocínios – o evento já conta com os patrocinadores oficiais da Fifa – e dos recursos públicos escassos, o titular informou que a celebração da entidade futebolística só poderá acontecer na capital baiana caso seja adotado um modelo mais barato. “A única possibilidade aqui é um quarto tipo de fan fest: sem atrações, mais simples e que não acontecesse todos os dias”, disse Bellintani. Seriam priorizadas, conforme o secretário, as transmissões dos jogos do Brasil, partidas em Salvador, semifinais e final. A estimativa de gasto seria, no máximo, de R$ 2,5 milhões. O tipo mais caro de Fan Fest, adotado em Brasília, chega a custar R$ 20 milhões. Bellintani confirmou ainda que o Carnaval da Copa, programado para o primeiro final de semana do Mundial, só acontecerá caso a Fan Fest se torne viável. “O Carnaval da Copa sempre foi planejado como algo agregado, inclusive fisicamente à Fan Fest”, declarou. Apesar de salientar que a administração soteropolitana não está “em clima de embate” com a Fifa, Bellintani disse não temer uma possível ação judicial da Fifa, em função de um eventual descumprimento do contrato. “Se descumprirmos determinado contrato que consideramos desequilibrado, resolveremos na Justiça, que é um lugar civilizado. Não queremos estimular embate com a Fifa; queremos apenas proteger o patrimônio público”, afirmou. Caso se livre de uma disputa judicial com a entidade organizadora da Copa, a prefeitura de Salvador pode enfrentar uma ação do Ministério Público da Bahia. Também nesta quarta, a promotora Rita Tourinho não descartou a possibilidade de uma ação contra a administração municipal. O MP baiano recomendou que o Município não banque a festa.

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