Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

MP recomenda que prefeitura de Salvador não banque Fan Fest; medida deve afetar outras sedes
Rita Tourinho sugere que parceiros da Fifa arquem | Foto: Reprodução/ YouTube
O Ministério Público da Bahia vai expedir uma recomendação, nesta terça-feira (19), para que a prefeitura de Salvador não custeie a realização da Fifa Fan Fest na capital baiana durante o período da Copa do Mundo. A 23 dias do torneio, a cidade é a única entre as sedes que não tem local (especulado entre Aeroclube, Barra e Praça Cayru) e atrações definidos. De acordo com a promotora Rita Tourinho, a medida deve ser seguida pelos MPs dos outros 11 estados que irão abrigar a competição. "Existe um consenso geral dos ministérios públicos estaduais de que as fan fests não devem ser patrocinadas pelos municípios porque os lucros não são destinados a nenhum proveito das populações. Todos os MPs encaminharão recomendação para que os municípios não arquem com os custos. As fan fests devem ser patrocinadas pelos patrocinadores da Fifa", pontuou, em entrevista ao Bahia Notícias. Assim como houve no Réveillon, carnaval e aniversário de 465 anos, a prefeitura trabalha com a hipótese de fazer parcerias com empresas para realizar a festa oficial do Mundial – estimada em R$ 6 milhões – com verbas privadas, ideia que agrada a promotora. "Recebemos extraoficialmente a informação da prefeitura de que eles não vão fazer com recursos públicos. Nesse caso, não teria problema. Se não despender recursos públicos não tem problema nenhum", pontuou Tourinho, ao ponderar, no entanto, "acreditar" que os investimentos particulares devem ser limitados às companhias apoiadoras da Federação Internacional de Futebol.



Arena Fonte Nova vai receber seis jogos | Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

Apesar de inicialmente não concordar com a possibilidade, a Fifa abriu uma brecha: aceitou que São Paulo – onde a despesa era avaliada entre R$ 11 milhões e R$ 12 milhões –  fizesse convênio com as organizações Playcorp e D+ Produções, que poderão explorar patrocinadores e vendas de comidas e bebidas em telões pela cidade. Além de Salvador e da capital paulista, apenas Rio de Janeiro (com previsão de gastos de R$ 11 milhões) e Recife, que chegou a anunciar o cancelamento do evento – orçado primeiramente em R$ 20 milhões e reduzido para R$ 6 mi, via parceiros –, não têm estimativa de onerar o erário com as fan fests. Os valores variam de R$ 6 milhões até R$ 20 milhões, bancados pelas prefeituras e governos estaduais – Natal (R$ 6 mi); Curitiba (R$ 6,7 mi); Fortaleza (R$ 10 mi); Manaus (R$ 10 mi); Porto Alegre (R$ 10 mi) e Brasília (R$ 20 mi). Belo Horizonte não divulgou qual será o investimento. A administração soteropolitana deve se pronunciar oficialmente sobre o assunto em entrevista coletiva na próxima quarta-feira (21). A Arena Fonte Nova está confirmada para receber jogos da primeira fase nos dias 13 (Espanha x Holanda), 16 (Alemanha x Portugal), 20 (Suíça x França) e 25 de junho (Bósnia x Irã), além de uma partida das oitavas de final (1º de julho) e outra das quartas (5). O diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, já comunicou oficialmente, no site da entidade, que a Fan Fest é "obrigação" e que a cidade-sede que não realizar o evento poderá ser acionada juridicamente.

Histórico de Conteúdo