Líder do governo não dará aval para Orçamento Impositivo e diz não entender ‘agonia’ de deputados
Por Sandro Freitas
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Mesmo sendo um pedido da maioria dos deputados, inclusive dos aliados do governador Jaques Wagner (PT) (ver aqui), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata do Orçamento Impositivo não será votada nesta terça-feira (19) na Assembleia Legislativa da Bahia. Segundo o líder do governo, Zé Neto (PT), não existe sequer um prazo para que isso aconteça. O texto já tem indicação pela aprovação do relator Fabrício Falcão (PCdoB) (ver aqui) e trata da obrigação do governo baiano de liberar, por ano, R$ 2 milhões para cada deputado, através de emendas no orçamento. Zé Neto disse não entender a “agonia de votar logo” a PEC. “Não está na minha pauta e espero que possamos resolver isso de forma negociada. Não dá para precipitar o debate”, resumiu o petita. O líder da oposição, Elmar Nascimento (DEM), garantiu que aceita a dispensa de formalidade para que o texto seja votado logo. Já o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PDT), ressaltou que isso depende do aval de Zé Neto, que foi categórico: “não tem acordo”. O líder governista ainda citou a votação no Congresso da proposta (ver aqui) e disse que o melhor seria aguardar a decisão de Brasília para balizar a análise na AL-BA, apesar de entender que o assunto pode ser antecipado na Assembleia baiana. “Na minha ótica existe uma dúvida se ela é constitucional e era mais seguro esperar o que será decidido em Brasília”, ressaltou o parlamentar. Questionado como o governador tem analisado a pressão da própria bancada para votar o tema, o deputado garantiu que não conversou sobre o assunto Wagner.
