Prefeitura quer acelerar recuperação da cidade, mas com chuva buracos 'não têm jeito', avalia Neto
Por Evilásio Júnior / Rodrigo Aguiar / Bárbara Affonso / Sandro Freitas
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), relatou ao Bahia Notícias, durante o desfile pela independência do Brasil, neste sábado (7), o que foi discutido na reunião de emergência que realizou nesta segunda (2) com seu secretariado. “Reuni os secretários para dizer que temos que passar um novo momento, em que a prefeitura volta a ter capacidade de investir na cidade e, portanto, deve dar velocidade ao processo de recuperação, sobretudo da sua infraestrutura”, contou, ao pontuar que “não tem o que fazer” em relação aos buracos nas ruas da cidade “por conta da chuva”. Para justificar a mudança de postura da gestão municipal, o democrata alegou o "equilíbrio das contas" de Salvador. “Estamos, praticamente, com o déficit deste ano zerado e com a previsão de todas as despesas até dezembro, tiramos a prefeitura do cadastro dos municípios ficha-suja e consegui negociar e começar a pagar dívidas”, enumerou.

Questionado sobre a possibilidade de uma grande onda de desemprego na cidade por conta da anulação da Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos) pelo Tribunal de Justiça da Bahia, o prefeito afirmou que não estima um prazo para conclusão do impasse. “Não cabe ao prefeito pressionar o tribunal e nem a ninguém. Tribunal é um poder independente, que tem na figura do seu presidente e dos seus desembargadores pessoas com espírito de responsabilidade, não só com Salvador, mas com a Bahia. Agora, eu tenho que alertar os graves danos que uma não decisão pode trazer para a cidade. Principalmente essa onda de desemprego, que pode, sim, abater a cidade, caso o entrave do PDDU [Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano] e da Louos não seja superado”, declarou. Apesar de não vislumbrar um desfecho, ACM Neto é otimista. "Pelo que tenho escutado dessas conversas com o TJ, acho que nós vamos conseguir superá-lo em poucos dias", assumiu.
