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Câmara: Governistas buscam entendimento para reunificar bancada

Por David Mendes

Câmara: Governistas buscam entendimento para reunificar bancada
Foto: Divulgação
Horas depois de a primeira parte do Projeto da Reforma Tributária (PL 160/2013) ter sido aprovada, na madrugada desta quinta-feira (6) pela Câmara Municipal com exceção da cobrança do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para incorporações imobiliárias, que recebeu 29 votos contrários , aliados do prefeito ACM Neto (DEM) foram escalados para tentar conter possíveis focos de incêndio dentro da bancada governista no Legislativo soteropolitano e garantir o reestabelecimento do controle do colegiado. Isso porque, apenas 12 vereadores da base votaram favoráveis à emenda que isentaria a cobrança de ISS nas transações imobiliárias na capital baiana. O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário no Estado da Bahia (Ademi-BA), Nilson Sarti, chegou a afirmar, em entrevista ao Bahia Notícias, que recebeu com “estranheza” o posicionamento de vereadores aliados do Palácio Thomé de Souza, que se posicionaram favoráveis à cobrança do imposto na venda de imóveis. Sarti acusou o movimento de “político”, já que ficou acordado entre o prefeito e as entidades que compõem o Fórum Empresarial da Bahia a derrubada da cobrança porque, caso o Artigo 72 do PL 160/2013 fosse mantido, o “prejuízo seria coletivo e não apenas de um setor”. Os bombeiros selecionados foram o vice-líder do governo e líder do DEM, Léo Prates, e o deputado estadual Bruno Reis (PRP), que já assessorou ACM Neto. No encontro, no restaurante Al Mare, no Salvador Shopping, reuniram-se com os dois políticos os edis Kiki Bispo (PTN), Geraldo Jr. (PTN), Carlos Muniz (PTN) e José Trindade (PSL), líderes do movimento governista que barrou a derrubada do Artigo 72. Contatado pelo Bahia Notícias, Prates justificou que a reunião no Al Mare foi apenas para brindar a aprovação da Reforma Tributária. “Hoje foi um dia de comemoração, de ressaca da votação. Almoçamos com alguns vereadores, mas foi muito mais para agradecer pela ajuda que eles nos deram”, afirmou. Na noite desta quinta-feira (6), o prefeito ACM Neto (DEM), em conversa com o Bahia Notícias, não confirmou um possível veto ao texto e considerou que os votos contrários ao fim da cobrança foram “qualificados” e que iria consultar a Câmara primeiro. Se decidir vetar o artigo citado, a proposição terá que retornar à Câmara e, para derrubá-lo, seria necessário o apoio de um terço da Casa (29 edis). O prefeito tem 15 dias para sancionar o projeto com ou sem vetos. A reportagem tentou entrar em contato com Bruno Reis, mas os telefonemas não foram atendidos.