São Paulo poderá ter metrô 24 horas de domingo a domingo
Deputados paulistas defendem sistema 24h, todos os dias |Foto: Divulgação
Enquanto Salvador ainda discute o início da operação do metrô “calça-curta”
, de apenas 6 km de extensão e com mais de dez anos de obras atrasadas, São Paulo já discute a possibilidade do sistema atender à toda a população 24 horas, todos os dias. Duas proposições tramitam na Assembleia Legislativa do Estado sobre o tema. Os Projetos de Lei dos deputados Luiz Cláudio Marcolino (PT) e Leci Brandão (PCdoB) propõem que o Metrô da capital paulista atenda à população ininterruptamente, ou que, pelo menos, o transporte fique aberto durante todo o fim de semana. De acordo com o parlamentar petista, o próximo passo é unificar os projetos e continuar cobrando o secretário municipal de Transporte, dirigentes do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) e o governo estadual. "Precisamos ter todos os sistemas integrados. Sabemos que esse sistema não pode ser implementado do dia para noite. Mas dá para fazer isso de forma paulatina", afirmou Marcolino. O movimento ganhou ainda mais força quando uma petição foi compartilhada nas redes sociais. Hospedada no Avaaz, site especializado nesse tipo de pedido, mais de 90 mil pessoas já "assinaram” o documento. Na quarta (20), em um Audiência Pública organizada pelos deputados, o gerente de manutenção da companhia, Milton Gioia, afirmou que a “curto prazo” seria impossível implantar a proposta e listou os principais serviços feitos durante a madrugada como manutenção dos trilhos, dos trens, do sistema de circulação, lavagem das vias. "Se não houver inspeção e tivermos um trilho trincado, podemos ter um descarrilamento", justificou. Segundo ele, a malha ferroviária foi concebida para operar do jeito que está e, para haver mudanças, seriam necessárias efetuar opções a médio prazo. Enquanto discursava, o gerente foi criticado, vaiado e questionado pelo público. "Não queremos 'desculpas', queremos soluções", gritaram as pessoas que acompanhavam a explicação no plenário.
