‘Não queremos uma cidade apenas para inglês ver’, diz futuro secretário
Por David Mendes
Bellintani assume Desenvolvimento, Turismo e Cultura |Foto: Max Haack / BN
O futuro secretário de Desenvolvimento, Turismo e Cultura de Salvador, Guilherme Bellintani, 35, concordou nesta sexta-feira (14) com as críticas feitas pelo vereador eleito Hilton Coelho (PSOL), que criticou a estratégia elaborada pelo prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM), em juntar os três setores em uma única pasta. Segundo Bellintani, a pasta não privilegiará os grandes produtores do entretenimento da capital baiana. “Sem dúvida nenhuma é o grande artista que vende a cidade lá fora. E ele vai ser tratado pela secretaria como merece, como um grande parceiro da cidade. Os grandes artistas terão total espaço para fomentar seus negócios, para desenvolver novos produtos de entretenimento da cidade e ajudá-la a sair dessa fase difícil. Os artistas serão nossos aliados, é assim que espero. Mas tem outro grupo de artistas que, de certa forma, estão ausentes da mídia principal, mas que realizam atividades de grande importância para cidade que não passarão ao largo das políticas da secretaria”, garantiu em entrevista ao Bahia Notícias, durante o anúncio do secretariado. O futuro gestor, que tem 35 anos, é diretor da Faculdade Baiana de Direito e um dos fundadores do JusPODVIM, a prefeitura não tem condições de ter todas as pastas necessárias, para o que chamou de “desenvolvimento pleno”. “O ideal seríamos ter 20 secretarias, mas a gente não tem, por exemplo, uma secretaria de Esportes, estando à beira de uma Copa do Mundo e das Confederações. Mas o que o prefeito está fazendo é fazer o possível. E ele tentou, a partir disso, não só formular uma secretaria que juntasse turismo, desenvolvimento e cultura, mas de colocar uma pessoa na secretaria que saiba identificar o papel de cada um desses setores”, disse.

"não poder ser tratada de forma burocrática como um setor apenas econômico e financeiro para turista ver”. “Hilton tem muita razão no que diz. Primeiro, eu queria registrar que Hilton deverá exercer uma importância muito grande na Câmara. É um político de uma absoluta relevância para a sociedade. A eleição de um membro do PSOL ajuda muito o diálogo com a sociedade. (...) Eu ressalto, sobretudo para as políticas culturais, que é uma crítica representativa de Hilton, ‘nós não queremos uma cidade apenas para inglês ver’, a gente quer uma cidade para os soteropolitanos e, consequentemente, os turistas se sintam em casa. É essa a resposta que precisamos dar: 'nós não queremos uma cidade apenas para inglês ver'. Especificamente com relação às questões das políticas culturais, é preciso a gente dizer que passa no núcleo de sustentação da secretaria, uma reativação de processos e manifestações culturais que hoje estão esquecidas", garantiu.
