O DEM confunde mercantilização da cultura com política cultural para Salvador, afirma Hilton Coelho
Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias
A junção dos setores de desenvolvimento, turismo e cultura em uma única secretaria para o governo de ACM Neto tem despertado uma discussão entre os futuros vereadores eleitos de Salvador, Hilton Coelho (PSOL) e Claudio Tinoco (DEM). Após o anúncio da fusão das pastas, o socialista criticou a medida e disse que cultura não pode ser confundida com um setor econômico como turismo e desenvolvimento. O vereador democrata saiu em defesa do ato de ACM Neto, também do DEM, e afirmou que a declaração de Coelho denota desconhecimento da proposta apresentada e que a economia pode ajudar a resgatar o turismo e a cultura
. O edil do PSOL, por sua vez, rebateu ao dizer que “o vereador eleito pelo DEM é que não entende o que vem a ser cultura e a confunde com mercantilização”. Segundo o socialista, embora o futuro colega de Câmara municipal negue, a concepção defendida “é a de submissão aos interesses econômicos”. “Em nenhum momento falei contra a presença de turistas, intercâmbio com visitantes do mundo inteiro e relações internacionais. Falo sobre a discrepância da distribuição de equipamentos culturais entre as regiões de nossa cidade. Nos chamados bairros nobres temos uma realidade totalmente diferente dos bairros populares e é aqui que cobramos uma intervenção da administração municipal”, detalha Hilton Coelho que também aponta a intensificação do processo de “elitização da cultura” vista nos últimos anos. “Segregação social e cultural caminham juntas. É preciso democratizar o acesso à cultura. Cultura não é sinônimo de espetáculo, mas, sim, um direito essencial para a democracia”, analisou.
