Homem que matou jovem grávida em Conquista é condenado a 28 anos de prisão após quase 10 anos do crime
Por Redação
O homem acusado de matar a jovem Jéssica Nascimento, de 21 anos, foi condenado a 28 anos e 4 meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Vitória da Conquista, no Sudoeste. O julgamento ocorreu na última quarta-feira (1°), quase uma década após o crime.
Segundo a TV Sudoeste, o caso aconteceu pouco tempo depois de Américo Francisco Vinhas Neto iniciar um relacionamento com a vítima, que estava grávida de 18 semanas. À época, familiares de Jéssica informaram que acreditavam que o casal mantinha um namoro, mas desconheciam que a relação era recente e que a jovem estava gestante. Depois, um exame de DNA confirmou que o bebê não era filho do condenado.
De acordo com as investigações, no dia do crime, os dois participavam de uma festa quando Américo Francisco Vinhas Neto passou a agredir a vítima. Testemunhas relataram que amigos tentaram interromper as agressões, alertando que Jéssica estava grávida. Em decorrência das agressões, a jovem perdeu o bebê poucos dias depois.
Ela permaneceu internada por quase um mês, mas contraiu uma infecção generalizada causada por uma bactéria que atingiu a corrente sanguínea em razão de um dos ferimentos. Jéssica morreu no dia 10 de maio de 2016, em consequência de falência múltipla dos órgãos.
Ainda segundo informações, o acusado foi preso em flagrante logo após o crime, mas foi liberado após pagamento de fiança. Com a morte da vítima, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado. No entanto, ele permaneceu foragido e só se apresentou à polícia em fevereiro de 2023, quase sete anos depois. Desde então, aguardava julgamento.
Durante o júri, a defesa alegou que o réu sofreu um surto psicótico provocado pelo uso de drogas no dia das agressões. A tese, contudo, foi rejeitada pelo Conselho de Sentença.
Américo Francisco Vinhas Neto foi condenado por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de aborto sem o consentimento da gestante. A pena fixada foi de 28 anos e 4 meses de prisão.
