'Somos negligenciados', critica analista ambiental sobre incêndios na Chapada
Por Bruno Luiz / Edvan Lessa
Foto: Edmar de Lima de Carvalho/ICMBio
Quase 20% de sua área total consumida pelo fogo. Mais de 23.000 hectares transformados em cinzas. Este é o saldo atual dos incêndios que fazem o Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) agonizar desde setembro, quando chamas vorazes começaram a atingi-lo sem parar. Entretanto, o fogo na unidade de conservação criada em 1985 pode ser uma tragédia anunciada. De acordo com a analista ambiente do Instituto Chico Mendes de Conservação Ambiental (ICMBio), administrador do PNCD, Marcela de Marins, a seca severa, como a vivida em 2015, é o combustível perfeito para incêndios como este. Com isto, os investimentos em prevenção deveriam ser maiores, mas, na prática, não é o que acontece. “Os recursos para a área ambiental no Brasil são muito reduzidos. É difícil os parques saírem dessa precariedade se somos tão negligenciados”, critica em entrevista ao Bahia Notícias. Ela espera, entretanto, que os incêndios na Chapada despertem a atenção das autoridades. “Espero que os incêndios na Chapada possam ser usados como exemplo”, afirma. Clique aqui e leia a entrevista completa!
