Quarta, 18 de Dezembro de 2019 - 09:20

Cachoeira: Vítima de racismo, professora é recebida com flores por estudantes

por Francis Juliano / Bruno Leite

Cachoeira: Vítima de racismo, professora é recebida com flores por estudantes
Foto: Reprodução / Instagram

Estudantes do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) prestaram solidariedade à professora doutora Isabel Reis. O ato em deferência à docente ocorreu na manhã desta terça-feira (17). Um a um, os alunos traziam flores para a professora e a abraçavam.

 

Na semana passada, um aluno, identificado como Danilo de Góis, se recusou receber das mãos da professora uma avaliação. O fato causou indignação da comunidade acadêmica (ver aqui). Na última quinta-feira, o estudante prestou depoimento na Central de Flagrantes em Salvador e disse que não aceitou pegar a avaliação por “questão de energia” e não de racismo.

 

No mesmo dia, a UFRB divulgou nota repudiando o caso e afastando o estudante do curso de Ciências Sociais e da residência estudantil (ver aqui) até a conclusão do processo administrativo que investiga o caso. Já aberto na semana passada, o inquérito tem prazo de 60 dias para ser concluído.

 

Em nota divulgada nesta terça, o Centro Acadêmico de História da UFRB declarou solidariedade e disse que não aceitará ataques preconceituosos. “Precisamos compartilhar a empatia, e nos comprometer em ajudar nos momentos adversos e de lutas cotidianas. Assessoria de comunicação do Centro Acadêmico de História - Mestre Môa do Katendê”, diz o post compartilhado no Instagram.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Na manhã desta terça-feira (17 de Dezembro), estudantes do Centro de Artes Humanidade e Letras (CAHL) realizaram uma ação coletiva em apoio a Professora Dra. Isabel Cristina Reis. A homenagem teve como propósito reconhecer a importância da docente enquanto profissional dedicada e competente que é, bem como o tamanho e representatividade de sua figura diante do inaceitável episódio dos últimos dias. Em contraponto a isso, reafirmamos nossa solidariedade, deixando evidente que não aceitaremos ataques preconceituosos de qualquer natureza contra quem quer que seja neste centro de ensino. Precisamos compartilhar a empatia, e nos comprometer em ajudar nos momentos adversos e de lutas cotidianas. Assessoria de comunicação do Centro Acadêmico de História - Mestre Môa do Katendê.

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