Economistas aumentam previsão da inflação e reduzem a do PIB neste ano
Por Gabriela Cecchin | Folhapress
Os economistas consultados pelo Banco Central elevaram a previsão para a inflação deste ano pela segunda semana seguida e reduziram a expectativa para o crescimento da economia, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28).
A previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 4,92% para 4,99%. Na semana anterior, a expectativa havia aumentado de 4,90% para 4,92%.
Para o PIB (Produto Interno Bruto), a estimativa passou de 1,88% para 1,86%. É a terceira semana seguida de redução na previsão para o crescimento econômico e a menor expectativa desde maio.
Os economistas mantiveram a expectativa para a taxa Selic em 13,5% ao ano no fim de 2026. A projeção está nesse patamar há uma semanas, depois de ter sido reduzida de 13,75% para 13,5%.
A previsão para o dólar também permaneceu em R$ 5,20 no fim deste ano.
Para 2027, os economistas elevaram a previsão da inflação de 4,30% para 4,31% e reduziram a expectativa para o crescimento do PIB de 1,43% para 1,41%.
A projeção para a Selic no próximo ano ficou em 12%, enquanto a do dólar passou de R$ 5,28 para R$ 5,28, sem alteração.
A previsão do mercado para o IPCA em 2026 está acima do centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 3%. O sistema de metas prevê intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, com teto de 4,5%.
Para os anos seguintes, os economistas projetam inflação de 4,31% em 2027, 3,80% em 2028 e 3,50% em 2029.
Na estimativa para os preços administrados, como tarifas de energia elétrica e combustíveis, a previsão para 2026 subiu de 4,61% para 4,63%.
O Focus também trouxe estimativa de alta de 0,56% para o IPCA de setembro. Para outubro, a previsão ficou em 0,33%, enquanto para novembro passou de 0,32% para 0,35%.
A inflação acumulada em 12 meses, segundo a projeção do mercado, passou de 4,62% para 4,65%.
A expectativa para a taxa básica de juros no fim de 2026 permaneceu em 13,5% ao ano. Nas projeções mensais, os economistas esperam que a Selic fique em 13,75% em setembro, caia para 13,63% em outubro e chegue a 13,5% em novembro.
Para 2027, a previsão é de Selic a 12%. Para 2028, a expectativa ficou em 10,5%, e para 2029, em 10%.
A previsão para o crescimento da economia em 2026 caiu de 1,88% para 1,86%. Para 2027, a expectativa passou de 1,43% para 1,41%.
Para 2028, os economistas reduziram a previsão de 1,87% para 1,83%. Já para 2029, a estimativa ficou em 2%.
A projeção para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, também não houve alteração, com expectativa de R$ 5,28.
Para 2028, a previsão ficou em R$ 5,30. Para 2029, passou de R$ 5,36 para R$ 5,35.
