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Opinião: CPMI tem tom desfavorável ao bolsonarismo nas primeiras ações

Por Fernando Duarte

Opinião: CPMI tem tom desfavorável ao bolsonarismo nas primeiras ações
Foto: Pedro França/Agência Senado

Apesar da oposição ter tentado sequestrar a pauta da CPMI dos atos de 8 de janeiro, a composição do colegiado favorece o governo. Prova disso são os primeiros requerimentos aprovados nesta terça-feira (13). Enquanto nomes ligados ao bolsonarismo foram convocados, a exemplo de Anderson Torres, Braga Neto e Augusto Heleno, figuras como Gonçalves Dias, que comandava o Gabinete de Segurança Institucional à época, não estarão, em um primeiro momento, respondendo à comissão. É o cenário perfeito para que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva não passe por percalços ao longo da CPMI.

 

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Uma das máximas sobre comissões de inquérito no Congresso que normalmente se confirma é que nunca se sabe o resultado das investigações. Desde o fatídico 8 de janeiro, quando os movimentos para uma CPI ainda eram elocubrações, 11 em cada 10 parlamentares citavam que a estratégia da oposição de endossar o requerimento poderia ser um tiro pela culatra. Todavia, havia um esforço para tentar imputar ao governo a responsabilidade compartilhada pelo vandalismo nas sedes dos três Poderes da República. Pelo menos nos movimentos iniciais, a CPMI aparenta ser mais desfavorável à minoria do que ao Palácio do Planalto.

 

Se não se sabe como termina a CPMI - e olha que não sobram exemplos de pizza -, é improvável que os dados obtidos pelo colegiado sejam favoráveis ao entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lá, nas primeiras semanas após os atos terroristas, o bolsonarismo tentou a todo custo evitar que o líder-mor do grupo fosse responsabilizado pelo que aconteceu em Brasília. Porém, ao longo dos últimos meses, o movimento perdeu força e não seria surpresa se Bolsonaro fosse abandonado e, ao fim e ao cabo, acabasse jogado aos leões como indiretamente responsável pela insurgência daquele domingo de janeiro.

 

Logicamente, não apenas a CPMI vai influenciar nisso. As investigações da Polícia Federal e as ações no Supremo Tribunal Federal (STF) podem impactar nessa relação ainda firme entre Bolsonaro e seus seguidores. Todavia, o avanço da comissão, se mantido o ritmo dos primeiros requerimentos aprovados, pode ser decisivo para que o navio seja abandonado. Aí haveria esperança para a direita racional voltar a respirar na cena política brasileira.