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Entrevista

Marcell Moraes fala sobre militância no PV: "Chamavam de eco-chato" - 29/10/2012

Por Evilásio Júnior / Aparecido Silva / Carol Prado

Marcell Moraes fala sobre militância no PV: "Chamavam de eco-chato" - 29/10/2012
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias


Fotos: Tiago Melo / Bahia Notícias

Bahia Notícias - Marcell Moraes, vereador eleito pelo PV com 7973 votos, com uma bandeira que já era defendida por outra candidata a vereadora que também teve uma votação expressiva. Você ficou surpreso com essa eleição?

Marcell Moraes – Eu acho que isso foi um trabalho de 15 anos. É uma luta desde o movimento estudantil, que já fui perseguido, processado, condenado a três meses de prisão fazendo manifestação contra o aumento abusivo das mensalidades. Foi aí que começou. Não foi uma candidatura que foi trabalhada em três meses, mas realizada com uma história de vida, de luta na área ambiental e que o resultado, o bem sempre vence o mal. Deus sempre está na frente.

BN – Essa questão da defesa dos animais, você usou mais na campanha ou pretende ter uma atuação também nesse sentido? Já que você é presidente do Geamo, que é um grupo ambientalista que não foca somente na questão dos animais e sim, vegetação e meio ambiente como um todo. Você pretende fazer o foco mais abrangente ou ter essa causa dos animais como bandeira principal?

MM
– Eu sou ambientalista, então, obviamente a área animal estaria dentro da pauta do dia de qualquer organização. É uma bandeira que na qual quero defender, de fato, sem deixar a área ambiental, mas é uma bandeira que eu quero defender e já tenho alguns projetos. Então, não foi oportunismo, porque quem é ambientalista pode defender com propriedade área animal também.

BN – No início da campanha o vereador protestava contra o uso de papel na propaganda eleitoral. Para contextualizar, um juiz do TSE fez um levantamento e constatou que a quantidade de papel usada nas campanhas em todo o país daria para produzir 20 milhões de livros. Notamos que você usou massivamente panfletinhos em sua campanha. Como justifica essa contradição?

MM
– Primeiro, não foi massivamente, a gente usou a apenas 10% do que usou qualquer vereador eleito aqui. Eu acho que ganhar uma eleição em Salvador, é uma eleição difícil, mas tinha que levar ao conhecimento da opinião pública tudo que eu defendia. Era quase inviável fazer uma campanha sem divulgação. Obviamente, eu como vereador eleito vou sugerir, as eleições tem que ser limpas, mas enquanto nao fica altamente limpa, tínhamos que entrar, entre aspas, na mesma qualidade dos outros candidatos que estavam usando para a gente conseguir vencer e daí levantar nossa bandeira ambiental. Mas seria hipocrisia eu estar dizendo aqui que sem santinho e sem panfleto não ganharia uma eleição, a gente usou menos panfletos. A maioria dos panfletos era reciclável e, obviamente, estamos levantando agora esta bandeira. Sou a favor de uma campanha limpa, onde seja permitido só televisão e debate, mas agora para um ambientalista vencer ele tem que entrar, dar dois passos para trás para amanhã dar dez passos para frente.


BN – A gente sabe da causa que você tinha em relação aos postos de combustíveis, derramamento de óleo, descarte de lixo inapropriado na Paralela. Em contraponto, tem o PDDU que foi aprovado e dá uma expansão para o setor imobiliário na cidade. Como vai ser Marcell Moraes atuando como vereador, fiscalizando estas situações que degradam o meio ambiente sendo da base do governo ou mesmo de oposição contra uma prefeitura posta a partir de 2013?

MM – Eu estou vereador, eu sou mesmo ambientalista. Acho que esta frase vai traduzir muito o meu mandato. As pessoas que me colocaram lá sabiam exatamente o que queriam. Pessoas que me colocaram lá para eu defender uma bandeira animal e ambiental, independentemente do prefeito. Se for ACM Neto o prefeito, ele pode ter certeza, se eu for da base aliada dele, qualquer crime ambiental ou maus tratos de animais, ou ele não estiver de acordo com o que a gente assinou, que, primeiro o hospital público, onde vou cobrar diretamente a ele, pode ter certeza que não vou retroceder. Por sinal, ontem eu denunciei mais postos e concessionárias pela minha ONG. Vou denunciar com a ONG, que não para, e vou denunciar como vereador também. Então, pode ter certeza, o PDDU, se nao for de acordo com a área ambiental, animal, a Copa vem aí, pode ter certeza que Marcell vai ser mesmo um ambientalista. É o que as pessoas esperam de mim. Não entrei por oportunismo, não fiz isso em concurso público, tenho minha vida estabilizada. Não quero ser vereador em Salvador para ser mais um. Um defeito que tenho na minha vida é que sou muito vaidoso, quero ser o melhor em tudo, ser o melhor ambientalista, quero ser o melhor namorado, o melhor administrador de empresas e o melhor vereador. Eu quero ser um destaque, sou novo, posso contribuir para a cidade. Militei muito na área estudantil e fui perseguido, processado e condenado, mas também militei muito na área ambiental e animal. Você ficando do outro lado é algo bom que dá resultado, eu sendo vereador, principalmente na fiscalização. Muito provavelmente o próximo prefeito vai criar a Secretaria de Meio Ambiente, seja o secretário do meu partido ou de qualquer outro, ele vai ser cobrado para a gente conseguir ter uma cidade sustentável independentemente.

BN – Você vai se opor em uma votação na Câmara, o prefeito precisando aprovar um projeto, digamos que um novo empreendimento na Avenida Paralela que vai desmatar tantos hectares de Mata Atlântica que tem lá, mesmo assim o vereador, sendo da base, vai votar contra esse tipo de ação da prefeitura?

MM – O prefeito me conhece, sabe que não vou retroceder um milímetro da minha luta. Sou a favor do progresso, mas com bom senso. Ele sabe se depender do voto de um ambientalista, mesmo sendo da base do governo, se cometer algo que vai de encontro com os meus princípios, ele pode ter certeza que além de votar contra, minha campanha é compra. Eu estou a favor da cidade, principalmente da nossa área ambiental.


 


BN – Como está a situação do PV internamente, você foi voto contra, inicialmente, da aliança de ACM Neto com o PV, que era considerado um ‘partido melancia’, como se diz por aí, que era verde por fora e vermelho por dentro, historicamente ligado ao PT. Como está essa situação, já foi resolvida? Você já foi para a televisão, fez propaganda para Neto, normalmente, mas ainda tem enfrentamento internamente em relação a posição do partido?

MM – Eu fui voto vencido por que defendi candidatura própria, era uma oportunidade do Partido Verde demonstrar mais uma vez que é uma opção para a cidade. Obviamente a gente vive uma democracia, fui voto vencido, eu defendi a candidatura própria e entrei de fato na campanha de ACM Neto, inclusive, indo para televisão, pedindo voto aos meus amigos. As pessoas perceberam que o PV é um partido grande. As divergências acabaram, obviamente, o Partido Verde está unido em prol de um projeto para deixar a disposição da nossa cidade. Eu sempre digo que o PT levou mais de 20 anos para chegar ao poder, o Partido Verde vai levar menos que isso, tem 24 anos na Bahia e muito menos que o PT chegou, a gente vai conseguir. Me lembro que em 2008 eu fui candidato e quando falava que era do Partido Verde, as pessoas não sabiam nem o que era. Realmente o partido era muito ligado ao PT, um apêndice do PT. Hoje o partido é solto, mostrou que tem força, tem possibilidades de lançar candidato próprio, lançamos candidato ao governo, apoiamos ACM Neto e sempre digo que o PV não é direita nem esquerda. Apoiamos Wagner em 2006, apoiamos Neto em 2012 e daqui em diante a gente está na frente, não somos direita nem esquerda. A gente está com quem está ligado à área ambiental. Isso acontece em todo o Brasil. No Rio Grande do Sul o PV é ligado ao PSOL, então isso acontece e todo o país onde o PV é muito solto. É um partido de frente, não é de esquerda e nem de direita.

BN – No campo da militância a gente teve Hilton Coelho eleito pelo PSOL, Prisco (PSDB) que representa uma categoria, também eleito. Há a possibilidade de uma aliança entre vocês na Câmara para atuarem juntos em prol da fiscalização do Executivo, por exemplo?

MM – Os vereadores sérios, que estão comprometidos com a cidade, obviamente tem que estarem unidos. Eu já estive com Prisco, já telefonei para Hilton, mas em conversas sobre união a gente não avançou. Foi só para desejar boa sorte. Mas acho que as pessoas de bem têm essa oportunidade. As pessoas nao me conhecem, mas minha história de vida é muito bonita. Eu trabalho desde os 16 anos. Minha mãe professora e meu pai faleceu. Meu primeiro trabalho foi na McDonald fritando hamburguer, dos 16 anos menor aprendiz até os 19. Depois eu fui ser office-boy, fui vender roupa, vender quentinha, inclusive, aqui na Avenida Tancredo Neves. Então, as pessoas, depois que fui eleito já ouvi alguns comentários, ‘Marcell deve ser filho de rico’, mas Marcell é um batalhador. E foi uma eleição, como falei anteriormente, que ninguém acreditava, inclusive, pessoas do meu partido. Não tive um apoio internamente do meu partido, não fui o candidato do partido. Eu venci estas eleições sozinho, obviamente com o apoio dos meus amigos, dos que acreditavam e mostrei para a cidade, assim como Hilton e assim como Prisco, que pessoas de bem tem sua vez também. Então, acho que as pessoas de bem que querem lutar por uma cidade melhor tem que se juntar em torno de um projeto onde possamos de fato estar fazendo uma cidade verde.

BN – Você falou do partido ter crescido e em 2012 teve o fenômeno Marina Silva que conseguiu 20 milhões de votos para presidente da República. As pessoas começaram a adotar essa bandeira verde. O então candidato ao governo aqui teve uma votação boa, o Luiz Bassuma, só que de lá para cá, o PV praticamente se esfacelou. Marina Silva saiu, Bassuma aqui na Bahia saiu, e quadros históricos, Gilberto Gil se afastou do partido, mas não saiu. Juca que era ministro saiu, o irmão de Lídice da Mata, Ari da Mata, saiu...

MM – Jair Gomes, Juliano Matos...

BN – Bete Wagner, como está a situação dela?

MM – Bete eu não sei.

BN - O PV toma um caminho agora sem volta, com os quadros que estão aí, e com essa possibilidade de se alinhar a um pensamento mais de direita? Ou você acha que o partido pode crescer mais, com a mesma imagem que ele tinha dessas pessoas que fundaram o partido, mas que hoje se afastaram completamente?

MM – Muitas destas, fundaram e afundaram o partido. Outras destas aí deixaram saudade, é o caso de Marina Silva e de Juliano Matos. Mas muitas destas pessoas, que eu prefiro não citar nomes, não contribuíram para o crescimento do partido ao longo destes 24 anos aqui na Bahia. O PV sempre foi um âpendice do PT, e pessoas que sairam, você vê que não fizeram falta. O PV levou dez anos sem um vereador aqui em Salvador. O crescimento do Partido Verde sem o comando dessas pessoas levou a legenda ao crescimento. Acho que o PV não é de esquerda nem de direita, sempre está na frente e por isso você não pode programar nada. Mas acho que a tendência é crescer e se tornar uma grande força em nossa cidade. É histórico o nosso partido ter dois vereadores, ter um crescimento em toda a Bahia...

BN – Eures Ribeiro foi eleito em Bom Jesus da Lapa...

MM
- ...isso, Eures eleito, entra agora o suplente de Eures. E acho que vamos fazer no mínimo três a quatro deputados estaduais e federal também. Eu acho que o Partido Verde cresceu, mesmo sem estas pessoas. Acho que a juventude, a mudança, dentro do processo político é importante para o crescimento.

BN – Mas esse caminho é sem volta? De estar com a direita conservadora...

MM – Não, não. Com certeza, não.

BN – Buscar alianças nesse campo...

MM
– Quem tiver mais projetos, mais propostas para a área ambiental, a gente vai estar junto apoiando. Não vou dizer que o PV vai ficar com Neto a vida toda, obviamente que não. Se Neto dar um deslize na área ambiental, eu sou o primeiro, como vice-presidente municipal [do PV], a pedir para romper. O Partido Verde não é direita nem esquerda, está na frente. Assim como rompemos com Wagner. Eu fui diretor do Parque de Pituaçu também e rompemos com o secretário lá dentro, porque Wagner não cumpriu com a área ambiental como a gente acreditava que ele iria ser. Com Neto, então, com certeza, não vai ser diferente.

BN – Mesmo com a vice lá dentro?

MM – Mesmo com a vice, com certeza. Independe.

BN – Você se referiu a fazer deputados, já pensando em 2014. Essa eleição sua não foi a primeira experiência nas urnas. Marcell Moraes já pensa em se lançar candidato a uma vaga no Legislativo estadual, ou até mesmo federal? Ou vai focar no seu mandato como vereador?

MM
– Eu acho o seguinte, quem há dois anos estava desempregado e minha vida teve uma mudança fundamental, montei uma empresa para mim e deu certo. Minha vida se organizou, acredito muito em Deus. Não sou evangélico, frequento um pouco a igreja católica, também frequento o espiritismo, e acho que está na mão de Deus. A gente não pode programar nada. Se for da vontade dele que Marcell seja deputado estadual, federal, até senador, daqui até lá já tenho idade, vai ser. Acho que nada acontece por acaso, tudo está escrito.

BN – Não está descartado, então?

MM – Não está. A certeza que as pessoas vão ter é que dos 7973 votos, as pessoas sentirão orgulho. Assim como sentiram orgulho de ter votado em Marina Silva. Quero que este sentimento esteja nas pessoas. Não quero ser mais um lá dentro, quero realmente ser atuante. E mesmo se for um mandato só, mesmo nao sendo candidato a deputado, de repente eu não concorra mais às eleições, eu quero dar minha contribuição para a cidade. Nada pode se descartar.


BN – O partido de Marina está em processo de registro, você demonstra tanta admiração por ela, poderia trocar o PV, de repente, pelo PMA, o Partido do Meio Ambiente?

MM – Nao. Eu gosto muito de Marina Silva, um grande admirador. Mas fui eleito vereador pelo Partido Verde, sou um dos quadros mais antigos do partido, com 15 anos. Sou mais antigo do que todos que estão aí na militância. A ideia é trazer Marina de volta, não sei como conseguir isso, mas seria um sonho ter Marina de volta ao meu partido.

BN – Voltando a essa questão do crescimento do PV, você que já tem 15 anos lá dentro, que acompanhou a história, você atribui esse crescimento a uma mudança de perfil do eleitor ou a mudanças internas do próprio PV?

MM – Os dois. Acho que essa eleição mostrou que o voto de opinião vale muito. Esssa eleição já mostrou isso. Quando comecei a falar sobre meio ambiente, as pessoas me chamavam de eco-chato. ‘Esse cara é maluco’. As pessoas tinham uma visão de que o Partido Verde tinha maconheiro e viado. Se era do partido, ou era maconheiro ou viado. Eu não sou nenhum dos dois. Então, as pessoas começaram a despertar mais. Antigamente, a gente pensava em nossa cidade, ‘vamos cuidar da cidade dos nossos filhos, dos nossos netos’. Hoje, as pessoas estão mais egoístas, são egoístas. Estamos pensando na cidade para nós mesmo. O fato do crescimento do Partido Verde, de qualquer partido voltado para a área ambiental, porque sou a favor de ter outros partidos voltados para a área ambiental, a pessoas vão ter tendência a estarem votando nisso. Porque a gente está vendo aí, Salvador virou uma cidade velha, antiga, arcaica, comparada a Ouro Preto. O turista não passa mais que dois dias em Salvador. Ele visita o Mercado Modelo, o Pelourinho e não tem mais para onde ir. A gente não tem praias, as poucas que temos estão poluídas. Não tem dunas, as poucas que tem, estão sendo roubadas e estão sendo destruídas com a vinda da Copa do Mundo com a ampliação do aeroporto. A gente não tem rio, não tive a oportunidade de tomar banho de rio em Salvador. Só para você ter uma ideia, gosto de contar essa história em minhas palestras, em Londres existe o rio chamado Tâmisa. Há cerca de 50 anos atrás, uma embarcação afundou e algumas pessoas morreram, não afogadas, mas contaminadas. Revitalizaram esse rio e hoje tem até salmão. Então, é uma grande atração de Londres. Aqui em Salvador, não. O rio Seixas, o Cascão, que é do Imbuí,  e o da Barra ali, da Centenário, em vez de tentar revitalizar, aterraram e tamparam e a gente perdeu mais uma atração que Salvador poderia ter. Eu sou a favor do progresso, mas com bom senso. Acho que um projeto eleitoreiro do prefeito atual acabou com os rios da cidade. Se a gente não tiver juízo, vamos acabar com muitas outras coisas, inclusive, com o Parque Metropolitano de Pituaçu, um parque totalmente invadido tanto pela classe A como pela classe D. Até grandes cantores têm casa dentro do parque. O meio ambiente de Salvador está sendo deixado de lado. Por isso as pessoas precisavam eleger um ambientalista para a Câmara. Sou o único ambientalista na Câmara de Vereadores e sinto muito orgulho disso. Quero que outros ambientalistas se candidatem, espero, para a gente construir uma cidade cada vez mais verde, de fato, com qualidade de vida para todos nós. Hoje as pessoas morrem no trânsito, brigam. Teve o caso recente ali em frente ao Detran, exatamente por isso. É o meio ambiente ali, é engarrafamento no trânsito, um estresse tremendo, então, o meio ambiente pode evitar até mortes, de fato. Se a gente conseguir fazer um trânsito mais tranquilo, com mais ciclovias, ciclofaixas, dar uma qualidade de vida ao soteropolitano, com certeza a gente vai melhorar muita coisa. Eu penso nisso, que foi o egoísmo das pessoas, um egoísmo positivo, que fez botarem um ambientalista na Câmara. E vão ter outros que vão sendo eleitos deputados, senadores.

BN – Nao foi apenas um, são dois do PV. Duas pessoas que tinham, mais ou menos, o mesmo mote, de aparecer inclusive com um labrador no colo, com poodle. E nos bastidores se diz que Marcell Moraes entraram em rota de colisão. É verdade que vocês dois, hoje, não se bicam?

MM – Eu não tenho muito contato com Ana Rita [também eleita pelo PV]. Na campanha eu apanhei muito, fui muito criticado. As pessoas achavam que ambientalista não poderia falar da área animal, isso me causou um desgaste tremendo na campanha. Apanhei muito, foram placas rasgadas, com faixas ‘ele não é protetor’. Entrevistas em sites, não respondi nenhuma. Porque eu achava que quem quisesse me conhecer colocava meu no Google e conhecia um pouco mais a minha história. Eu não precisava provar nada para ninguém. Não tenho nada contra a vereadora. Acho que ela é uma pessoa digna de respeito, realmente ela é uma protetora de animais, merecia ser eleita vereadora de Salvador, mas eu nao tenho contato. Eu costumo dizer o seguinte, que em minha vida toda eu apanhei. Quando fui líder estudantil, a faculdade me condenou, me processou. Quando comecei a atuar na área ambiental, os empresários me batiam e eu mais crescia. Na campanha, apanhei tanto e virei vereador, se eu continuar apanhando sendo vereador, rapidinho vou ser governador (risos). Que me batam, não tenho medo. E como o Partido Verde é um partido em crescimento, espero que a vereadora saiba a importância de ter um companheiro do lado dela, assim como eu sei a importância, e crie, entre aspas, juízo, para a gente estar trabalhando juntos em prol da cidade. Eu acho que divergências entre pessoas que defendem a mesma bandeira na Câmara de Vereadores não pode ter. A cidade que elegeu Marcell e Ana Rita. Então, qualquer divergência vai ser tanto ruim para ela quanto para mim. Se ela tiver um projeto ligado à área animal, Marcell vai ser o primeiro a aprovar, e espero que ela seja assim também comigo. Que a gente consiga honrar os votos que as pessoas depositaram na gente. Porque foram votos de pessoas que realmente sabiam o que queriam. Mas da minha parte, divergência nenhuma. Na política você nao precisa ter amigos, precisa ter do seu lado pessoas compromissadas em estar ajudando a nossa cidade. Se ela estiver com esse propósito, certamente ela vai seguir a Marcell Moraes.