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Com risco de parar, festivais criticam 'lógica perversa' e burocracias da Secult 
Festival de Dança de Itacaré | Foto: Reprodução / Facebook

Com risco de não serem realizados este anos por falta de repasses financeiras da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), representantes de alguns festivais apoiados pelo governo divulgaram uma carta para criticar o posicionamento da pasta.

 

“Depois da publicação da carta em que foi comunicado ao público, produtores e artistas da Bahia e do Brasil o motivo da não realização de muitos dos mais importantes festivais/ eventos na Bahia, em 2020, a SECULT-BA emitiu nota oficial (clique aqui). Segundo o órgão, os festivais que compõem o edital Eventos Calendarizados ‘(…) possuem prestações de contas com pendências, não entregues ou ainda em processo de análise pela Comissão Gerenciadora do FCBA, por isso não estão recebendo os repasses financeiros’. Segundo a SECULT-BA, tais entraves impedem a realização da maioria dos festivais, em 2020”, situa a organização dos eventos.

 

Após expor a resposta da secretaria sobre o atraso da política de fomento, a carta pontua que a pasta não menciona que as alegadas “pendências” ocorrem por atrasos nas análises das prestações de conta e dos repasses dos patrocínios devidos por ela. “Ou seja, os entraves são criados na própria Secult”, afirma o texto, enfatizando que há um grande rigor nas cobranças feitas aos proponentes, enquanto a secretaria não estaria cumprindo a sua parte. 

 

 “Fato é que há um rigor draconiano em cada passo dado pelos proponentes dos eventos (realização de metas, prazos, pagamentos, etc…). Não discordamos disso, pois nos sentimos responsáveis e zelosos diante do investimento público realizado na Cultura. Mas, a SECULT possui cada vez maior dificuldade em cumprir com suas obrigações, resultando em imensas dificuldades e na impossibilidade do cumprimento de uma calendário organizado de festivais na Bahia. Tal calendário é a ideia primeira desse edital, que não nos cansamos de elogiar. Tudo isso é agravado por uma falta de comunicação com os proponentes, que tem imensas dificuldades de terem suas cartas, telefonemas e emails respondidos”, diz a carta, assinada pelos organizadores do Festival de Dança de Itacaré, Festival de Jazz do Capão,Festival Internacional de Artistas de Rua, Projeto Cantoria de São Gabriel, FILTEBAHIA – Festival Internacional Latino Americano de Teatro da Bahia, IC – Encontro de Artes, Panorama Internacional Coisa de Cinema, Vivadança Festival Internacional e Festival Internacional da Sanfona.

 

“Existe uma lógica perversa na burocracia que está a  inviabilizar a atividade artística no país. O que nos deixa impressionados é que isso está a acontecer no Governo da Bahia. O Edital Calendarizados é criação dessa mesma secretaria, que agora nos inviabiliza”, diz o documento, que classifica o edital  “Eventos Calendarizados” como “uma das mais importantes criações da Secult” e diz não compreender que a pasta “não cuide” de sua continuidade.

 
A carta expõe ainda a situação individual de cada um dos eventos citados pela Secult (clique aqui e confira).

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