Diretor da Funarte que xingou Fernanda Montenegro tentou beneficiar esposa
Foto: Divulgação

O dramaturgo e diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, Roberto Alvim, que recentemente ganhou os holofotes ao atacar Fernanda Montenegro com xingamentos (clique aqui e saiba mais), tentou contratar a própria esposa para um projeto do órgão ligado ao Ministério da Cidadania.


De acordo com informações da revista Veja, documentos dão conta de que Alvin tentou contratar a produtora Flo Produções e Entretenimento, que representa a atriz Juliana Galdino – mulher do diretor -, para que ela assumisse a direção artística, em Brasília, do Projeto de Revitalização da Rede Nacional de Teatros. A iniciativa consistia na montagem do espetáculo “Os Demônios”. Ainda segundo a publicação, ao assinar o contrato sem licitação ou processo seletivo, a mulher de Alvim embolsaria R$ 3,5 milhões. 


Em resposta à revista, ele negou que sua mulher fosse receber qualquer remuneração para exercer o cargo e atuar como atriz na peça.  “Eu não seria louco de contratar minha mulher por 3,5 milhões de reais”, disse o diretor, que afirmou que o valor vai ser aplicado também na publicação de livros e em debates sobre a obra de Dostoiévski. Os documentos levantados pela Veja, no entanto, não evidenciam que Juliana Galdino trabalharia sem remuneração. 
Roberto Alvim alegou ainda que desistiu de nomear a própria esposa ao ser alertado de que, legalmente, ela não poderia sequer trabalhar de graça na Funarte. Em uma publicação nas redes sociais ele reconheceu que os documentos divulgados pela revista eram autênticos e assinados por ele, mas disse que com a desistência, eles foram descartados.


Um deles cita ”parecer da Procuradoria Jurídica” reconhecendo a inexigibilidade de licitação para a contratação da Flo Produções e Entretenimento, “que representa a diretora artística Juliana Galdino”, além de explicitar que a peça circularia por “dezenas de teatros do país”, de outubro de 2019 a setembro de 2020.


Procurada pela revista, Renata Renault, procuradora federal junto à Funarte, negou a existência de qualquer parecer. 

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