PMDB deve realizar pré-convenção para facilitar conversas com outros partidos
Por Sandro Freitas
Foto: Max Haack/ Ag. Haack / Bahia Notícias
Pressionado por parte dos diretórios estaduais, o PMDB deve antecipar as conversar oficiais sobre qual caminho seguirá em 2014, com a possibilidade de terminar a aliança com a presidente Dilma Rousseff (PT). Alguns movimentos internos da legenda dão sinais de uma relação ainda mais desgastada, sendo o último o anúncio do presidente nacional da legenda e vice-presidente da República, Michel Temer, de que o PMDB tem candidato próprio ao governo de São Paulo, o presidente da Federação das Indústrias do estado, Paulo Skaf (ver aqui). Em conversa com o Bahia Notícias, o deputado federal e vice-líder do PMDB na Câmara, Lúcio Vieira Lima, afirmou que existe a possibilidade de uma “pré-convenção” no começo do ano que vem. “Existe uma corrente no partido, hoje majoritária, que quer fazer uma pré-convenção em março, como aconteceu em 2006, para debater as opções do partido para que se evite chegar em junho sem a definição. Fica muito estreito [o tempo] para ter conversas, pois outros partido já assumiram compromissos e definiram posições”, explicou. O motivo da pressão na cúpula nacional é o temor de que “as forças estaduais” posam ser “colocadas em risco” com a demora. “O PMDB é formado por lideranças regionais e daí surge força no congresso. [...] Deputado e senadores começam a se incomodar e isso termina fugindo do controle da cúpula”, relatou.
Estados pressionam cúpula nacional do PMDB - Foto: Divulgação
Sobre o anúncio de um candidato ao governo de São Paulo, o deputado negou que se trate de um avanço no possível racha com o PT, mas entende que a movimentação “reforça que existe a possibilidade” dos peemedebistas seguirem outro caminho. Uma possibilidade é aderir ao time tucano, com uma união de oposições nacional, como já acontece na Bahia. Por sinal, o parlamentar baiano esteve reunido com o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), pré-candidato à Presidência, para uma “conversa entre políticos”, quando o peessedebista relatou não ter ficado abatido com a pesquisa que coloca o ex-governador de SP, José Serra, como melhor nome tucano para a disputa com Dilma (ver aqui). “Ele tem um grau de conhecimento menor. Aqueles que foram candidatos sempre aparecem melhor na pesquisa, por causa do recall. Quase 100% dos brasileiros conhecem Serra e Dilma”, finalizou.
