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Bancada governista articula votação de IPTU para esta quarta, apesar de audiências agendadas

Por Rodrigo Aguiar

Bancada governista articula votação de IPTU para esta quarta, apesar de audiências agendadas
Fotos: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias
A bancada governista na Câmara Municipal de Salvador se articula para votar nesta quarta-feira (18) alterações no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), apesar de audiências públicas previstas para discutir o tema na quinta (19). “Não temos certeza da pauta”, resumiu o líder do governo, Joceval Rodrigues (PPS). Presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Casa, o democrata Cláudio Tinoco disse que o secretário municipal da Fazenda, Mauro Ricardo, confirmou presença em um dos eventos, mas não garantiu que a votação do IPTU não ocorreria nesta quarta. “O colegiado pode contribuir com a discussão. A gente mantém a audiência até que se decida. Quando marcamos, não havia perspectiva de votação”, declarou o vereador, que definiu como “complexos na sua operacionalidade; porém concisos e pequenos” os dois projetos restantes na pauta sobre o assunto – um já foi aprovado pelo Legislativo soteropolitano, relativo à progressividade do imposto.

Convidado para falar também nesta quinta sobre o tributo na Associação Comercial da Bahia, o vereador Edvaldo Brito (PTB) tem uma avaliação diferente e demonstrou preocupação com a possibilidade de apreciação das matérias. “O anexo 1, com o Valor Unitário Padrão (VUP) de vários logradouros, trata de 24 mil ruas e tem 412 folhas. Desafio qual foi o vereador que leu esse anexo”, disse o petebista, ao defender o prolongamento da discussão. Líder do bloco de oposição, o petista Gilmar Santiago avaliou a estratégia da bancada governista, ao iniciar a votação dos vetos do prefeito ACM Neto, nesta terça, que impediriam a apreciação de qualquer outra matéria. “Querem aprovar os vetos para desobstruir a pauta e colocar em votação o IPTU. Vamos obstruir. Esse projeto, que incidirá sobre quem mora de aluguel, não pode ser votado de forma relâmpago”, defendeu.