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Marca Bahia Notícias

Notícia

O descompasso de Neto e a Câmara

Por Ricardo Luzbel

O descompasso de Neto e a Câmara
Fotos: Max Haack / Ag Haack / Bahia Noticias
O desentendimento entre o executivo e o legislativo municipal extrapolou a Praça Thomé de Souza. No julgamento do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (LOUOS), na última quarta-feira (24), o desembargador Antônio Cardoso alertou, durante sessão do pleno do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), para a situação destoante entre os poderes municipais. O reflexo desta situação já é sentido fortemente no Thomé de Souza. O próprio jornal Correio, de propriedade da família Magalhães, na sua edição de domingo (21), já sinalizava a expectativa do governo municipal quanto a eminente derrota na votação secreta do veto referente à isenção na cobrança do ISS das incorporadoras imobiliárias. A divisão da base aliada do governo de ACM Neto na (DEM) Câmara Municipal é evidente, oriunda da condução equivocada na interlocução quanto aos interesses entre os poderes. A exclusão do Poder Legislativo das tratativas quanto à constitucionalidade da matéria e modulação do PDDU realizada entre a prefeitura e o Ministério Público Estadual (MPE) foi à gota d’água no processo. Como parlamentar experiente, esperava-se que ACM Neto, agora prefeito, fosse conduzir melhor as relações com o legislativo, o que não vem acontecendo. Enquanto isto, o presidente da Câmara, vereador Paulo Câmara (PSDB), tem adotado uma política de independência em relação ao executivo, e conta com o apoio da grande maioria dos vereadores, mesmo os membros da oposição, como no episodio da invasão da casa, pelos integrantes do Movimento do Passe Livre, pelo espírito democrático que vem adotando na sua gestão. Comentarios nesta ultima sexta é que um grupo articula para derrubar o veto do edil em relação ao ISS das incoporradoras.