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Marca Bahia Notícias

Notícia

Lixo tóxico depositado em São Vicente não será destinado à Bahia, afirma empresa

Após decidir enviar três mil toneladas de lixo tóxico armazenadas em Cubatão, São Paulo, para serem incineradas em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, a empresa Rhodia afirmou que não dará o mesmo destino para os resíduos que estão em São Vicente. “Não é uma operação retida pela organização neste momento. Estamos buscando alternativas”, declarou o diretor industrial da instituição, Gerson Oliveira. Ele aponta que o confinamento a que o material está sujeito no local é uma boa solução técnica, pois não oferece risco às pessoas, nem ao meio ambiente. O envio da carga à Bahia foi autorizado pelos órgãos ambientais dos dois estados: Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia e Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) de São Paulo, segundo a Agência Brasil. O lixo, que é cancerígeno, deverá ser incinerado pela empresa de soluções ambientais Cetrel Lumina. Os matérias tóxicos que terão destino diferente chegam a 30 mil toneladas, de acordo com Oliveira. A tentativa de transportar o material contaminado por compostos organoclorados, como o pó da china (pentaclorofenato de sódio) e o hexaclorobenzeno, de São Vicente, já havia sido feita pela Rodhia em 2004. A iniciativa foi suspensa por definição do juiz Ricardo D'Ávila, da 5ª Vara da Fazenda Pública da Bahia. Nesta quinta-feira (22), a Câmara de Vereadores de Camaçari aprovou uma moção de repúdio contra a ação da empresa e na próxima segunda (26), uma reunião com lideranças populares e ambientalistas discutirão ações conjuntas para combater a medida.