Pelegrino diz que, se eleito, teria 'muitas dificuldades' no caso de uma derrota do PT em 2014
Por José Marques
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O candidato petista à prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino (PT), considerou o segundo debate entre os prefeituráveis da cidade, realizado pela TV Aratu nesta terça-feira (14), mais “esclarecedor” que o primeiro. Segundo ele, “ficaram claras” as divergências entre as suas posições e as da gestão atual, iniciadas após a saída do PT da administração de João Henrique Carneiro (PP). No embate televisivo, Pelegrino adotou uma postura mais agressiva contra ACM Neto (DEM) e voltou a falar sobre a importância do alinhamento do Município com os governos estadual e federal. Após o encerramento do programa, porém, ao ser questionado sobre como seria sua gestão se o governador Jaques Wagner não fizesse sucessor e a presidente Dilma Rousseff não se reelegesse, o pleiteante titubeou. “Já ouvi essa conversa em 2008 e, mesmo assim, o governador se reelegeu e Dilma foi eleita presidente”, recapitulou, sem responder à pergunta. Ao ser novamente inquirido sobre a possibilidade, admitiu que, nesse caso, “o prefeito ia ter muitas dificuldades”. Por sua vez, a vice-candidata Olívia Santana (PCdoB) avaliou positivamente o debate. “Foi mais apimentado”, riu. Segundo ela, Pelegrino teve um desempenho melhor do que no primeiro embate dos postulantes ao comando do Palácio Thomé de Souza. “Desta vez, pudemos nos diferenciar melhor dos outros candidatos e tirar proveito das situações do debate”, avaliou.
