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Marca Bahia Notícias

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Prefeito de Irecê teria negociado ajuda de testemunha em processo

Por Rodrigo Aguiar

Prefeito de Irecê teria negociado ajuda de testemunha em processo
Gravações enviadas para o Bahia Notícias (ouça aqui) revelam uma conversa entre uma mulher identificada como Netinha e o prefeito de Irecê, Zé das Virgens (PT), na qual o gestor lhe oferece um cargo para que ela aparentemente o ajude em um processo, não mencionado por ambos. Em 2010, o alcaide foi acusado de tentar corromper testemunhas de uma ação judicial que pedia a cassação de seu mandato por compra de voto. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o absolveu por considerar que não havia provas suficientes. Durante o diálogo, Netinha reclama que não tem recebido mais dinheiro “de agosto para cá”, diz que só quer “seus R$ 500 por mês” e sugere que o gestor pague as prestações atrasadas de seu carro. O petista nega o último pedido, mas diz que quer ajudá-la, garante não ser “enrolão” e chega a sugerir uma forma de resolver o impasse. “No meu entendimento, é melhor nomear uma pessoa sua do que você. Porque a Justiça vai dizer: ‘Como é que vocês estão nomeando uma pessoa que está no processo eleitoral?’ E, se você for lá e nos defender, vão dizer que está fazendo isso porque foi nomeada. Vão dizer que você foi comprada”, explica Zé das Virgens, que ainda completa: “E ninguém tem o interesse de te comprar”. A mulher entende o raciocínio e reitera: “No lugar de colocar meu nome na folha, colocaria o de outra pessoa. Aí, o pessoal lá da oposição não ia saber que eu estava recebendo”. O prefeito confirma: “Isso, isso”. Durante a conversa, Netinha menciona também o nome do ex-prefeito de Irecê, Joacy Dourado (PT), suplente de deputado estadual. “Tu não tem culpa de nada. Está havendo um mal-entendido muito grande. Eu recebi um recado de Osvaldinho [Osvaldo Pereira, assessor], de Alcides e Joacy – não foi nem você – dizendo que, se eu desmanchasse o processo...”, diz a mulher, sem poder completar, já que o petista a interrompe para perguntar se ela havia “desmanchado” a ação, cuja primeira audiência ocorreria em um dia 7 não identificado com a presença de um juiz, do próprio gestor e de seu advogado. Ao final da conversa, Zé das Virgens pede à mulher que retorne outro dia e que ele terá uma posição sobre o assunto depois que conversar com uma pessoa identificada por ele como Edvaldo Araújo. Zé das Virgens planejou beneficiar aliado em licitação.