Estranho, hein? Deputados se calam sobre investigação da PF contra corregedor da AL-BA
Por Evilásio Júnior / José Marques
Fotos: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Nem mesmo os “aguerridos” deputados da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) quiseram se pronunciar sobre a Operação Detalhes, que devassou o gabinete do corregedor da Casa, Roberto Carlos (PDT), na manhã desta terça-feira (3) (ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui também). Apesar da possibilidade de o parlamentar – acusado de abrigar oito funcionários-fantasmas em suas fileiras – ser indiciado por formação de quadrilha, peculato, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, o assunto sequer foi levado ao plenário.
“Eu quero crer que seja difícil que um deputado peça a um de seus subalternos que retire importâncias de seu salário e envie para a conta de familiares. Ele estará portando uma espada sempre contra a sua cabeça. Se isso for verdade, não vamos achar que a Casa está impregnada pela corrupção, porque uma denúncia dessas atinge a todos nós, já que somos medidos pela mesma régua aos olhos da população”, lamentou Machado, ao revelar ainda que soube que Roberto Carlos estava “choroso” com as notícias sobre o esquema. Outro integrante da ala da minoria explicou em off que, na verdade, houve uma espécie de “acordo” entre os deputados para que apenas Nilo se pronunciasse sobre a questão. “O sentimento da Casa é o de que não sabemos de nada. Só o presidente fala”, elucidou.