Cadastro de gestantes coloca ministro da Saúde em saia-justa
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi bombardeado nesta quarta-feira (25), durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS), com críticas à Medida Provisória (MP) que instituiu o cadastro nacional de gestantes. A criação do sistema que reunirá informações das gestantes em pré-natal, tanto na rede pública como na privada de saúde, esquentou o debate entre conselheiros dos CNS, órgão responsável por fiscalizar e monitorar as políticas de saúde no Brasil. “Entendemos que a MP dá um controle muito grande sobre a mulher, nem pergunta se ela quer ou não fazer o cadastro”, reclamou a conselheira Maria do Espírito Santo Tavares. Padilha explicou que a intenção da proposta é reduzir os níveis de mortalidade materna e, não, controlar as gestantes. “Pelo menos 200 mil curetagens são feitas por ano no SUS. [Nomes e endereços das pacientes] estão no sistema, é público? Fez com que alguém fosse atrás para ver se foi de um aborto inseguro? Não”, defendeu. Apesar de não ter força legal para determinar a retirada da MP, o conselho pode decidir por uma recomendação ao ministério para que isso ocorra, o que colocaria Padilha em situação desconfortável. Frente à possibilidade de o conselho aprovar a rejeição, o ministério propôs a criação de um grupo para estudar o texto e apontar sugestões em 15 dias. Informações do jornal Folha de São Paulo.