Distribuidora das próteses mamárias de silicone PIP pede retorno de registro para a Anvisa
Sócios da EMI, empresa distribuidora das próteses mamárias de silicone PIP, pediram nesta sexta-feira (6) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o retorno do registro do produto no Brasil. Em uma reunião realizada com integrantes da agência, sócios argumentaram que as taxas de rompimento dos implantes são menores do que as apresentadas por outros fabricantes e que o gel usado no interior das próteses é seguro. No encontro, os empresários se esforçaram para tentar reverter a decisão da Anvisa de descartar os implantes que estão em estoque. Argumentaram que o assunto ainda está em discussão em várias partes do mundo. Além disso, completaram, seria preciso avaliar com qual material o produto estocado no País foi fabricado. Das 34.631 próteses importadas, restam 10.097. A venda do produto no mercado brasileiro foi suspensa em abril de 2010, logo depois da informação de que a prótese havia sido fabricada com um silicone que não é de uso médico. No entanto, a Vigilância Sanitária do Paraná apreendeu nesta sexta-feira 10.680 próteses de silicone da marca PIP. O material equivale ao estoque restante da empresa, com sede em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. De acordo com a Vigilância Sanitária do Paraná, a empresa não funciona desde a semana passada.
