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Marca Bahia Notícias

Notícia

Petista questiona validade de múltiplas candidaturas da base de Wagner em Salvador

Por Evilásio Júnior

Ao negar ruptura nas conversas com os partidos aliados, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) defendeu a criação de uma frente capaz de decidir quem serão os candidatos a prefeito e vice em Salvador na próxima eleição. O petista não vê a necessidade de antecipar a composição da chapa, como forma de acalmar os ânimos dos integrantes da base, e pensa em estender o diálogo para siglas que não estão oficialmente integradas à gestão Wagner ou são apoiadoras do governo federal, a exemplo de PR, PTB e PV. “A nossa ideia é discutir um projeto para a cidade e se nós temos unidade em torno desse projeto. Isso é fundamental, porque candidaturas têm que ser expressões de projetos. É essa a questão que nós estamos colocando. Por que ter duas ou três candidaturas se o projeto é o mesmo? A cidade vai entender isso? Candidatos defendendo projetos iguais? Então, qual é o objetivo? Se nós temos um projeto comum, se nós temos um diagnóstico comum, então temos unidade em torno de um projeto. Se nós temos unidade em torno da proposta para a cidade, por que marcharmos separados?”, questionou. Para ele, os governistas têm que se mirar na estratégia de PMDB, DEM e PSDB. “A oposição, inteligentemente, prega o discurso da unidade entre eles e a divisão entre nós. Nós temos que sentar com esses partidos, como temos sentado, para discutir qual é a melhor estratégia para ganhar a eleição em Salvador. Se é todo mundo no primeiro turno unido, ou se não: uma parte no primeiro turno, outra parte no segundo. Nós estamos abertos a conversar sobre isso e, em momento nenhum, houve relação de imposição ou de mando em relação a essa questão”, salientou. Contudo, para Pelegrino, o PT deve ser o protagonista no processo de entendimento. “É evidente que o PT tem o seu ponto de vista, é o partido que tem a maior bancada de vereadores entre todos os partidos que compõem a base do governo, é o partido que foi o mais bem votado na cidade e, portanto, tem legitimidade. Agora, nós estamos dispostos a conversar”, ponderou.