Setur: Desapropriação cabe à prefeitura
Por Rafael Rodrigues
Em entrevista ao Bahia Notícias, a superintendente de Investimento da Secretaria de Turismo do Estado, Clarissa Amaral, explica que o processo de revitalização da região do Largo de Roma partiu de uma solicitação das Obras Sociais Irmã Dulce. “A Osid veio a nós, como um cliente vai a um engenheiro, e disse o que queria. A Fundação (Mário Leal Ferreira) fez o projeto básico. A gente entrou em negociação com o Ministério do Turismo para conseguir os recursos”, detalhou. Segundo a gestora, a entidade filantrópica solicitou a criação do estacionamento. “A Fundação fez um estudo na região e concluiu que aquela é a única área que teria como porte, daria 70 a 80 ônibus, em que haveria até acessibilidade para os idosos e deficientes”, acrescentou. A superintendente salienta, contudo, que a decisão sobre a desapropriação do imóvel, que é da prefeitura, cabe constitucionalmente ao Executivo municipal. A disputa não tem prazo para acabar, já que a construção do estacionamento, bem como das demais obras que dependem de desapropriações, ficou para a segunda etapa do empreendimento. O projeto executivo da obra, revela a gestora, foi doado pela Fundação Odebrecht, que é parceira das Osid, e prevê custos totais de R$ 9 milhões. “Como conseguimos captar apenas R$ 5,475 milhões, a Osid preferiu dividir em duas etapas. A primeira será a integração do Largo de Roma ao Memorial de Irmã Dulce”, concluiu.