Por Outro Lado: Venda de cerâmicas de negros escravizados escancara racismo
Chocou o Brasil, nesta semana, a venda de cerâmicas de negros escravizados na loja Hangard das Artes, em Salvador (veja aqui). As imagens dos itens foram divulgadas pelo historiador Paulo Cruz nas redes sociais, na última segunda-feira (7), e mostram homens e mulheres acorrentados pelas mãos, remetendo ao período escravocrata, que durou até 1888 no Brasil. As peças estavam em uma das prateleiras da loja com a etiqueta: "Escravos cerâmica - R$ 99,90 a unidade".
Todo o simbolismo que envolve o episódio é o tema do Por Outro Lado desta quinta-feira (10). O historiador Carlos Silva Júnior, professor de história da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) explica de que forma o racismo está presente desde sempre na nossa sociedade, e como o entendimento sobre o período escravocrata tem a ver com essas representações.
Após a repercussão, a loja Hangard das Artes justificou a venda da cerâmica por meio de nota de retratação e pediu desculpas as pessoas que se sentiram feridas e menosprezadas. O pedido de desculpas também é pautado no programa desta quinta.
