Verba para Metrô tem garantias ‘políticas’
Por (Rafael Rodrigues)
Foto: Tiago Melo/Bahia Notícias

Zezéu Ribeiro, reconhece que as garantias são apenas políticas
O governo do Estado trabalha sob a expectativa de contar com R$ 2,4 bilhões do PAC das Grandes Cidades para realizar a obra da Linha 2 do metrô de Salvador, que liga o Acesso Norte a Lauro de Freitas. A verba ainda não está garantida em orçamento e somente entrará no planejamento financeiro da Fazenda federal quando aprovada pelo Congresso no Plano Plurianual (PPA) da União. O secretário de Planejamento do Estado, Zezéu Ribeiro, reconhece que as garantias são apenas políticas, mas minimizou os riscos de não contar com a verba. “Não tem papel assinado, tem compromisso político”, afirmou. Indagado sobre a possibilidade de a crise econômica internacional que se acentua influir negativamente na arrecadação federal e haver cortes nas obras que ainda não foram iniciadas, Zezéu ponderou. “E pode até não ter Copa do Mundo. Aí a gente vai começar a trabalhar na suposição e fica uma loucura”, declarou, ao Bahia Notícias. O petista frisa que o governador Jaques Wagner (PT) apenas autorizou o início deste processo de elaboração da licitação após ouvir da presidente Dilma Rousseff a garantia de que os recursos virão para a Bahia. Deste total de R$ 2,4 bilhões, o Estado pretende gastar R$ 1,6 bi na obra do metrô e os outros R$ 800 milhões nos três trechos de BRT e na adaptação da linha de trem do Subúrbio para Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT). Vale ressaltar que, deste total de verbas federais do PAC das Grandes Cidades, apenas 33% são “a fundo perdido”, quando saem diretamente do caixa da União. O resto do montante seria viabilizado por meio de financiamentos via BNDES e Caixa Econômica Federal, que entraria na dívida ativa do Estado. Zezéu, entretanto, acredita que este percentual pode aumentar: "Eu não estabeleceria este limite dos 33% ainda. Eu quero mais".