Metrô na Paralela: Câmara vai reagir I
Foto: Max Haack / Agência Haack / Bahia Notícias

Godinho reclama que os executivos estaduais e municipais não discutiram mobilidade com o legislativo soteropolitano
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Pedro Godinho (PMDB), definiu como desrespeito ao povo o acordo anunciado pelos governos estadual e municipal referente ao modal de transporte a ser implantado em Salvador. “A Câmara não vai aceitar isso. Faltou debate. Faltou discussão. Precisamos saber, por exemplo, por que o metrô chegará primeiro à Avenida Paralela, deixando de lado Cajazeiras e adjacências e seus mais de um milhão de habitantes”, questionou. Godinho também informou que foi protocolado nesta quinta-feira (11), na Casa, um ofício assinado pelos empresários que compõem o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps). Esse documento tem como anexo uma cópia de um ofício endereçado ao prefeito João Henrique (PP), no qual os empresários se comprometem a assumir a obra para a implantação de sistema BRT (ônibus modernos em vias exclusivas) na Avenida Paralela por R$ 600 milhões. "Acho que é mais um ponto para ser discutido. O documento propõe que os R$ 570 milhões de recursos oficiais sejam aplicados para a extensão do metrô até Cajazeiras”, pontua.