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TURISMO: EMPRESA TEVE ACESSO A DADOS DO TCU

Os dirigentes do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), acusador de desviar R$ 3 milhões de um convênio com o Ministério do Turismo que culminou na Operação Voucher, da Polícia Federal, tiveram acesso a dados sigilosos do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo matéria do jornal Folha de S. Paulo, um relatório da PF aponta que a ONG contratou o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, "para resguardar-se de uma possível decisão prejudicial" do tribunal. Um parecer dos técnicos do TCU apontou elementos de fraude na execução do convênio de capacitação de 1,9 mil profissionais de turismo no Amapá. A PF afirma que os advogados que defenderam a ONG no TCU teriam conseguido acesso ao relatório do tribunal "muito antes de serem citados para apresentarem suas defesas". "Bom, quanto ao tribunal nós sabemos tudo o que está se passando", disse o advogad,o em conversa grampeada legalmente. As escutas indicam ainda que os envolvidos no desvio de verbas do Turismo planejavam novas fraudes.