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PARA MPF, COLBERT COLABOROU COM ESQUEMA

Apesar de toda a campanha de políticos baianos em defesa da idoneidade do ex-deputado baiano e atual secretário nacional de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, do PMDB-BA (ver aqui e aqui), o Ministério Público Federal (MPF) afirmou, em documento obtido pelo jornal Estado de S. Paulo, que a cúpula do Ministério do Turismo aprovou prestações de contas fraudulentas do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) para liberar recursos à entidade nos últimos dois anos. Além do peemedebista, a Procuradoria da República não tem dúvidas do envolvimento no esquema do secretário-executivo da pasta, Frederico Silva Costa, e do seu antecessor, Mario Augusto Lopes Moysés, indicado pela senadora Marta Suplicy (PT-SP). No relatório, o MPF diz que os três atuaram em conluio com os fiscais do órgão federal para facilitar a liberação dos recursos para o Ibrasi, que, segundo as investigações, recebeu mais de R$ 4 milhões para fazer capacitação técnica no Amapá, embora nunca tivesse executado o projeto. "Trata-se de quadrilha com vínculo regular e estável, integrado pelos diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), empresários que com aqueles negociaram e servidores do Ministério do Turismo (Mtur), com objetivo de desviarem recursos públicos oriundos daquele Ministério para serem aplicados no fomento do turismo no Estado do Amapá", diz o MPF. Em relação a Colbert Martins, a procuradoria entende que ele foi "responsável pela liberação da última parcela do convênio no valor de R$ 900,000,00 (novecentos mil reais) ao Ibrasi, com base na Nota Técnica nº 031/2011 - DCPAT/SNPDT/MTUR (fls. 257/259 do apenso II, volume único), ideologicamente falsa, em que pesa a completa inexecução do convênio". "Fica evidente a omissão dolosa do Ministério do Turismo", pontua o parecer do órgão. Esse foi o argumento para mantê-lo preso.