Deu a louca na Esplanada II
Sem motivações de ordem ética nem de desempenho, as exonerações já têm gerado turbulências no comando petista e no Planalto. Como Iriny Lopes está candidatíssima a prefeita de Vitória (ES), e para isso sairá em abril, está difícil explicar a decisão de degolar meio comando da sua pasta a poucos meses da sua saída – o que implicará novas mudanças em consequência de sua desincompatibilização. As “luluzinhas” do círculo mais próximo à presidente Dilma Rousseff estão preocupadas com a gestão da pasta que, com orçamento e estrutura mínima, depende basicamente da capacidade de articulação institucional para justificar a sua existência. A explicação mais fácil é o racha da Articulação de Esquerda (AE), tendência petista que perdeu mais da metade dos seus militantes em seu último congresso, no final de julho. O desempenho das demitidas era sempre elogiado pela ministra e, se essa for a justificativa, dificilmente será aceita pela cúpula governista. Além de gerar crise interna, pode engessar a pasta, coisa que Dilma não admite em qualquer área do seu governo.