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Militares não gostam de Amorim na Defesa

A escolha do ministro de Defesa pode ser considerada uma das mais difíceis para a montagem de uma equipe de governo. Após a queda de Nelson Jobim, a presidente Dilma Rousseff optou por nomear o ex-chanceler Celso Amorim, que já vai começar seus trabalhos da pior forma: com a antipatia dos seus subordinados. Segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo, a escolha desagradou a almirantes, generais e brigadeiros e foi considerada "a pior surpresa" dos últimos tempos pelos militares, só comparável à escolha de José Viegas Filho, também diplomata, no início do governo Lula. "Desde quando diplomata gosta de guerra? É como botar médico para cuidar de necrotério. Parece brincadeira", reclamou um deles, sem se identificar. Eles protestam das posições assumidas por Amorim no Itamaraty, quando, segundo avaliam, "contrariou princípios e valores" dos militares. O maior desafio para eles é que, durante todo o governo Lula, Celso Amorim usou a ideologia para tomar decisões e conduzir a política externa brasileira e priorizou a relação com Fidel Castro, de Cuba, e Hugo Chávez, da Venezuela, além de Mahmmoud Ahmadinejad, do Irã.