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Sindicalista denuncia boicote em eleição da APLB

Por (Patrícia Conceição)


PCdoB e PSOL brigam pelo controle do sindicato dos professores

A eleição para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) começou nesta quinta-feira (4) com um pouco de atraso e muita polêmica. O primeiro-diretor da Chapa 2, opositora à atual gestão, César Carneiro, acusa o grupo que comanda a entidade de boicotar a votação. “Até às 8h30, apenas quatro urnas das 71 previstas para Salvador tinham sido liberadas. Além disso, a localização das urnas fixas não foi a mais adequada e o roteiro das móveis não foi divulgado com antecedência”, reclamou. De acordo com Carneiro, a comissão eleitoral, definida pela atual diretoria, teria organizado o pleito de forma a dificultar a votação da categoria e a fiscalização de todo o processo. “Essa eleição está prevista há três anos, o edital foi publicado há dois meses e somente há dois dias as informações foram divulgadas. Só pode ser uma estratégia para impedir que os professores manifestem sua vontade e a Chapa 1 consiga se reeleger”, acusou.

"Mentiroso" - Procurado pelo Bahia Notícias, o atual presidente da APLB, Rui Oliveira, candidato à terceira reeleição pelo grupo que comanda a entidade de classe há mais de 20 anos, preferiu não rebater as acusações de César Carneiro. “Ele é um mentiroso. Não vou responder a provocação barata de um desqualificado”, esbravejou. Apesar da polêmica, Oliveira argumentou que a eleição “está transcorrendo de forma normal em toda a Bahia”. “Estão criando factóides para atrapalhar a votação. Eu acabei de votar aqui no Colégio Central e está tudo tranquilo”, afirmou.

O presidente da Associação dos Profissionais em Educação de Candeias (Aspec), Hamilton Assis, não concorda com o dirigente da APLB. Ele reclama que os professores do seu município terão que aguardar a chegada de uma urna itinerante para conseguir votar. “Aqui está um suplício. Estamos esperando uma urna que sairá de São Sebastião do Passé e não tem previsão para chegar. Estão querendo nos impedir de exercer nosso direito”, protestou. A APLB é controlada atualmente pelo PCdoB e a Chapa 2, de oposição, é ligada ao Psol.