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Mário Kertész diz não temer passado

O radialista Mário Kertész, cotado para sair candidato a prefeito de Salvador em 2012 pelo PMDB, falou em entrevista ao jornal A Tarde sobre a possibilidade de ingressar na disputa. Ao se colocar como “o diferencial”, porque seria “carta fora do baralho”. “(A cara) é velha, mas o jogo seria novo”, completou. O radialista pregou a união das oposições e concordou que as condições para a sua candidatura para 2012 são diferentes das demais eleições em que seu nome foi cogitado, mas não se confirmou. Ao criticar o atual prefeito, João Henrique (PP), o comunicador dividiu os quase sete anos de governo em períodos: o primeiro, comandado pelo PSDB, "foi fraco", e o segundo, do PMDB, "requalificou a prefeitura e permitiu que ele fosse reeleito". Os outros dois períodos na administração foram, para ele, "a reforma da primeira-dama", também "fraca", e a do PP. Na entrevista, Kertész defendeu ser possível governar sem o apoio dos governos estadual e federal. Quanto à possibilidade de ser atacado, devido ao período em que foi prefeito da cidade (1979-1982 e 1986-1989), períodos em que permeavam denúncias de corrupção, ele ponderou que seu repertório de informações contra os adversários deve instituir uma paz armada: “Aquilo é café requentado. Se eu saísse candidato, iria confrontar com todo mundo que conheço e é meu amigo. Não vejo razão para entrar no jogo sujo. De franco-atirador nessa história só tem o PSOL”.