PMDB não quer ser ‘tratado como um PR’
O sangramento do PR com as diárias demissões de quadros do partido no Ministério dos Transportes, envolvidos no escândalo de corrupção na pasta, deixou os peemedebistas preocupados. O PMDB agora entra na pauta devido às denúncias de corrupção no Ministério da Agricultura, comandado por Wagner Rossi, membro da sigla. A cúpula se reuniu nesta terça-feira (2) no gabinete do vice-presidente Michel Temer. “O PMDB não participa do governo, é governo. E não seria aceitável que o PMDB fosse tratado como um PR”, reclamou um dos senadores que estiveram no encontro, em entrevista ao blog de Josias de Souza, da Folha de S. Paulo. Como estratégia, o PMDB tentará mostrar que não tem o que esconder. Além de convocar Rossi para depor na Câmara, a legenda não irá se opor à demissão de Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR). Afastado da diretoria financeira da Conab após liberar R$ 8 milhões para um armazém fantasma, Jucazinho não será defendido pela legenda do irmão.