Haroldo Lima chama Época de ‘imprensa marrom’
Por (Evilásio Júnior)

Haroldo Lima, diretor da ANP, nega denúncias e chama repórter de 'desqualificado'
O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, classificou a revista Época, que esta semana encarta em sua capa a reportagem “Agência Nacional da Propina”, de “impressa marrom”. Em entrevista ao Bahia Notícias, o comunista disse ainda que o jornalista Diego Escosteguy, que assina o texto que descreve um suposto esquema de corrupção, apontado pela advogada Vanuza Sampaio, de “desclassificado”. “São falsidades das mais berrantes que se possa imaginar. A Época se coloca, com essa matéria, como ‘imprensa marrom’. O rapaz que assina aquele texto é um desqualificado. Veja você que a essência da matéria era o fato de que duas pessoas, que seriam dois assessores da ANP, teriam ganhado R$ 40 mil em cobrança de propina, mas essas duas pessoas nunca foram assessores da ANP e nunca sequer trabalharam na ANP. Um é um procurador-geral da República (Antonio José Moreira) e o outro era um estagiário da Procuradoria (Daniel de Carvalho Lima), que depois foi contratado por uma empresa que tinha contrato com a ANP”, relatou.
Requentada - As filmagens, conforme a própria publicação, datam de 2008 e, segundo Haroldo Lima, logo após a agência ter conhecimento do episódio entregou o material ao Ministério Público, que abriu um processo de investigação em seguida. “Essa matéria é requentada da forma mais primária que se possa imaginar. Ela fala que nós do PCdoB estaríamos nos favorecendo na ANP, mas veja: a ANP tem cerca de 1,3 mil funcionários, uns 300 terceirizados. Nós já fizemos dois concursos e temos, hoje, aproximadamente, 700 pessoas concursadas. Agora, vai perguntar a um servidor público se ele é comunista ou não? Que história é essa?”, desabafou. Sobre a hipotética participação do dirigente do PCdoB, Edson Silva, nas supostas irregularidades, o diretor disse ainda que o seu correligionário já tinha aberto um processo na 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro e que a denunciante, em juízo, durante depoimento de seis páginas, teria negado prestar qualquer informação à reportagem da Época. “A montagem é uma fraude. O Edson já afirmou que, inclusive, vai entrar com outro processo contra ela. Há cerca de oito dias, em outra matéria, ela se voltou contra a ANP. Agora é contra o PCdoB”, lamentou.
O diretor da ANP, Haroldo Lima, revelou ao Bahia Notícias que chegou a ser chamado para gravar uma entrevista para o Jornal Nacional, a fim de esclarecer as denúncias da revista Época, mas a pauta teria “caído”. O motivo, para ele, foi a inconsistência dos fatos. “Eles perguntaram se eu aceitava dar um depoimento e eu aceitei de imediato. Mas, com a firmeza e a rapidez que a ANP respondeu ao caso e a minha disposição de esclarecer os fatos à TV Globo, que é dona da Época, eles viram que a matéria não tinha consistência e derrubaram”, declarou. Na nota encaminhada à imprensa, a agência diz que “repele, energicamente, as acusações feitas pela revista Época em reportagem de capa da edição de 23/7/2011. A revista veiculou falsidades e desconsiderou dados verdadeiros que já lhe tinham sido informados há dois anos. Generaliza suas aleivosias irresponsáveis e agride toda a comunidade que trabalha na Agência”. Clique aqui para conferir o texto na íntegra.