BRT PODE TER VANTAGEM NA BRIGA DOS MODAIS
Por (José Marques)
A declaração da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, durante a apresentação do primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento para o período de 2011 a 2014 (PAC 2), nesta sexta-feira (29), de que as licitações do governo, especialmente no setor de transportes, vão dar preferência a obras com projeto executivo, que contém informações técnicas detalhadas sobre o empreendimento, pode ter efeito direto sobre a escolha do modal de transporte público que traria mobilidade urbana a Salvador. De acordo com a titular, a presidente Dilma Rousseff determinou uma revisão em todos os contratos de obras em execução ou em licenciamento para evitar os aditivos. “O PAC 1 mostrou uma dificuldade que é essa ausência de projeto executivo, o que levou a contratação de obras com projetos básicos insuficientes que levou a uma série de aditivos. No PAC 2, vamos contratar só com projetos executivos", explicou. Dessa forma, segundo fontes da Câmara Municipal de Salvador, apenas o modal desejado pela prefeitura, sobretudo pelo chefe da Casa Civil municipal, João Leão, do Bus Rapid Transit (corredor rápido de ônibus, ou BRT), poderia ser escolhido até o momento. Se for assim, o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) realizado pelo governo do Estado, que definiu um modelo sobre trilhos para as estruturantes – embora não tenha decidido qual será a tecnologia usada –, corre risco de perder a validade. O governo estadual e a prefeitura, no entanto, ainda não se manifestaram sobre a situação.