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Blocos rebatem donos de camarotes

As associações carnavalescas baianas, que movem ações judiciais contra donos de camarotes, rebatem as acusações de que as reivindicações diriam respeito apenas a um pequeno grupo de donos e ex-donos de blocos de carnaval que tiveram prejuízos financeiros por conta da má gestão. Em nota, o grupo afirma que representa mais de 100 entidades, entre blocos afros, de percussão, índios, travestidos, afoxés e trios elétricos independentes. “Pela quantidade dos camarotes acionados e pela quantidade dos camaroteiros que subscrevem a nota, parece que o pequeno grupo é daqueles que não pagam os direitos previstos na Constituição Federal e no Código Civil e enriquecem sem justa causa utilizando-se do espetáculo musical, artístico e coreográfico das entidades carnavalescas”, diz o comunicado. As entidades atribuem os prejuízos “incalculáveis” aos empresários dos camarotes, que “levam todo o patrocínio, a transmissão de televisões e sites da internet, pagam R$ 10,00 a Sucom para licenciar os seus camarotes, R$ 40 por metro quadrado, e utilizam o espetáculo e shows dos blocos, trios e afoxés para faturarem entre 7 e 14 milhões”. Ainda segundo as associações, a alegação de que o primeiro processo, iniciado em 2000, não obteve êxito é “inverídica”.