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NILO: PENSAMENTO DO TJ NÃO É O DOS DEPUTADOS

Por (José Marques)

Foto: Tiago Melo / BN

O procedimento do TJ de abrir concurso desagradou o presidente da AL-BA: "Não foi oportuno"

O impasse sobre o futuro dos cartórios extrajudiciais da Bahia continua a provocar atritos entre os poderes Legislativo e Judiciário. Embora a assessoria do Tribunal de Justiça (TJ-BA) tenha comunicado que a realização de um concurso público para os tabelionatos que se encontram vagos “coaduna com o interesse dos deputados” (ver nota), o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PDT), discorda. Em entrevista ao programa Acorda Pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5, nesta quinta-feira (28), o pedetista afirmou que esse “não é o pensamento dos parlamentares”. “Respeito muito a independência do Poder Judiciário, agora não é o pensamento da maioria da Casa. Como vocês sabem, eu sou presidente dos iguais, mas os iguais são muito diferentes. Cada deputado ali tem um pensamento. Pelo que eu converso com os parlamentares, a opinião é pela privatização. Isso significa o direito à opção”, argumentou. Nilo não diverge que o TJ tenha tomado a decisão “pensando na sociedade”, mas reafirma que a acha “estranha”. “Eu diria que não foi um momento oportuno, nós queremos fazer um projeto em sintonia com o Poder Judiciário, mas quando o Poder Judiciário lança um edital para concurso, significa o quê? Que, para os parlamentares, a decisão para aqueles cartórios que estão vagos já é um fato consumado. Acho estranho. Respeito a autonomia dos poderes, mas acho estranho”, reiterou. O presidente garantiu que irá “analisar juridicamente” a questão, mas “como a Casa é política, a decisão será política”.