Pitangueira: 'Se falta remédio é por má gestão'
Por (Rafael Rodrigues)
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

O vereador Dr. Pitangueira (PRB) discorda que a solução encontrada em negociação com o Ministério da Saúde, de pagar o atraso com as instituições filantrópicas com os R$ 37 milhões da conta da Assistência Farmacêutica Básica, gere problemas em outra ponta da saúde pública: a falta de remédios nas unidades básicas. Em entrevista ao Bahia Notícias, no jantar promovido a Samuel Celestino, nesta terça-feira (27), o vereador atribuiu a escassez de medicamentos a problemas de gestão: “Essa verba era para ser utilizada de 2006 a 2010. Se está faltando remédio é por causa de gestão. O dinheiro está lá parado, sem ninguém comprar nada há anos. É uma verba que estava dormindo e que, daqui a pouco, o governo federal ia vir e levar”, afirmou. Pitangueira lamentou a briga política que se estabeleceu em torno da gestão sobre a verba das filantrópicas entre o Estado e a Prefeitura: “Temos que ter o bom senso de o Estado ajudar e não mandar. Manda cada um mandar em sua casa”. Ele cobra que o governo deve repassar ao Município os custos com os atendimentos realizados nas instituições de pessoas que vêm do interior do estado. “No Martagão Gesteira, 80% do atendimento é do interior não pactuado com Salvador. Se você conseguir fazer a pactuação, a verba da prefeitura será muito maior”, avaliou.