Superintendente de Mineração desmente Maia
Por (Evilásio Júnior)

Teobaldo Rodrigues nega que Danilo Correia, indicado por Arthur Maia, seja vice do DNPM-BA
O nó que envolve a indicação para o cargo de superintendente do Departamento Nacional de Política Mineral (DNPM) na Bahia (leia aqui) está cada vez mais emaranhado, em virtude da disputa política entre PT e PMDB, os dois maiores partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff. Após o deputado federal Arthur Maia (PMDB) defender a ocupação do cargo por Danilo Correia, cujo filho Daniel Behrens possui uma empresa de consultoria para investimentos no setor, ao alegar que ele já é vice-gestor do órgão, o atual titular, Teobaldo Rodrigues, em contato com o Bahia Notícias, desmentiu a informação. “Ele nunca foi o meu vice. Não tenho nada contra ele, mas nunca foi o meu substituto. Na verdade, Danilo já tinha tentado ser superintendente via ACM, depois foi indicado por Emiliano José (deputado federal do PT), concorreu comigo, e agora, prestes a se aposentar, está tentando de novo, via Arthur Maia. Ele é o chefe de fiscalização. Eu que o chamei para trabalhar comigo”, esclareceu.
Indicação de Cavalcanti - De acordo com Teobaldo Rodrigues, geólogo e petista histórico baiano, o artífice da recomendação de Danilo Correia para o DNPM, na verdade, não é o deputado federal Arthur Maia (PMDB). Segundo ele, a indicação partiu de um colega seu de profissão, conhecido por ser um dos maiores milionários do país. “Na verdade, é João Cavalcanti quem está por trás. Ele já tentou me derrubar antes e não conseguiu. Ele tem os interesses deles, privados, e aqui na Bahia a gente sempre cumpriu a lei rigorosamente. Antes de eu assumir, o DNPM era desmoralizado e hoje já ultrapassou Minas Gerais e é o departamento que tem mais pesquisa andando no Brasil. Fizemos concurso e os servidores de carreira tiveram o salário aumentado de oito a 10 vezes”, apontou. Rodrigues relata que, caso perca o posto, retornará a exercitar o seu doutorado para dar aulas na universidade, mas, se for convidado a permanecer no cargo, não hesitará. “Se eu sair dali, eu volto para a minha sala. Daqui a 10 anos eu vou me aposentar. Mas, se for convocado, eu permaneço, porque tenho apoio da maioria do pessoal. Fiz um bom trabalho e sou reconhecido por isso”, salientou. De acordo com o que foi relatado ao BN pelo parlamentar peemedebista, a palavra final será do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, senador licenciado do PMDB maranhense e braço-direito do presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP).