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Cai servidor que vendia área de assentamento

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) exonerou um servidor suspeito de envolvimento na venda irregular de lotes em áreas de assentamentos da reforma agrária em Mato Grosso. Lionor Silva Santos, que era chefe substituto da unidade avançada de Diamantino, teve sua demissão publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (26). A saída foi motivada por uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, e mostrou a negociação ilegal de terras destinadas à reforma agrária em Mato Grosso e no sul da Bahia (ver nota). Em nota divulgada nesta segunda (25), o presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, afirmou que a autarquia está "apurando todas as eventuais participações de servidores nos casos denunciados". O instituto reforça que a venda, troca, aluguel e arrendamento de lotes destinados à reforma agrária são proibidos, e que podem levar à abertura de processo criminal. De acordo com o Incra, nos últimos oito anos o governo conseguiu reintegrar 128 mil lotes da reforma agrária que haviam sido alvo de negociação ilegal.