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DNPM: Indicação de Maia gera mal-estar com PT III

A conta da discórdia entre PT e PMDB é simples. A arrecadação de royalties do DNPM, que não passava de R$ 200 milhões em 2003, ultrapassou R$ 1 bilhão em 2010. Na Bahia, o volume, em 2003, era de “insignificantes” R$ 3 milhões; em 2010 saltou para R$ 27 milhões e a previsão, para 2011, é de atingir a casa dos R$ 33 milhões. Petistas consultados pela reportagem acusam os peemedebistas de “chantagear” a presidente Dilma, inclusive com a ameaça de abertura de CPI para apurar a gestão financeira do órgão. O próprio comandante estadual da sigla, o também deputado Lúcio Vieira Lima – irmão de Geddel –, ao lado dos colegas José Priante (PMDB-PA) e Leonardo Quintão (PMDB-MG), recolheu, em junho, cerca de 200 assinaturas para instalar a comissão. Nada foi adiante. Por outro lado, desde o mês passado, o PMDB tem avançado sobre o segmento: arrebatou a direção nacional do DNPM e as superintendências dos principais estados no setor. Todos os gestores do PT foram afastados. Agora, segundo Arthur Maia, a palavra final sobre a indicação de Danilo Correia para o DNPM-BA ficará a cargo do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, braço-direito do presidente do Senado, José Sarney, maior cacique do PMDB no Brasil.