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JUSTIÇA DÁ 60 DIAS PARA EVITAR FALÊNCIA DO S. RAFAEL

Por (Evilásio Júnior)

O Conselho de Administração dos Magistrados de Milão deu um ultimato, nesta quarta-feira (21), ao grupo San Raffaele del Monte Tabor, que administra na Bahia o Hospital São Rafael, para que quite uma dívida de 950 milhões de euros, a qual tem a soma de 450 milhões de euros já expirada. A notícia caiu como uma bomba na imprensa italiana, após o periódico Corriere della Sera publicar a reportagem “Ultimato da Procuradoria no San Raffaele: resgate ou falência até 15 de setembro”. Segundo a matéria, que impacta diretamente os negócios da empresa no Brasil, a instituição está encalacrada com a inadimplência e desprestigiada na Corte da Bota. O ultimato foi dado após o encontro entre Philip Lamanna, presidente do Tribunal de Falências de Milão, o procurador Luigi Orsi, e o assessor do conselho do San Raffaele, Giovanni Maria Flick, que pedia pelo menos 90 dias para preparar um plano de recuperação. A medida poderia envolver a extinção de algumas unidades, como a de Salvador. Os juízes, que, segundo a matéria, têm duvidado da salvação, pediram relatórios com as operações e a situação financeira do conglomerado e deram menos de dois meses para evitar a falência que, ao que tudo indica, é praticamente inevitável. Os procuradores milaneses já têm realizado uma investigação preliminar do processo que aponta irregularidades do grupo e ouvido representantes, diretores e auditores do San Raffaele. Apesar de o presidente da Fundação, Don Luigi Verzé, negar veementemente, a ação aponta, inclusive, que o Monte Tabor teria contas fantasmas no exterior. A situação é apontada como “opacíssima" pela imprensa da Itália, que atribui à crise da companhia o recente suicídio do vice-presidente Mário Cal, fato também investigado.