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Bancos discordam de medidas contra saidinha

As duas leis municipais sancionadas pela prefeitura de Salvador para dificultar o crime de saidinha bancária – uma que determina a instalação de biombos nos caixas eletrônicos e outra que obriga as agências a instalarem câmeras de segurança fora do estabelecimento – foram recebidas com desdém pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). "As diversas leis aprovadas ou em tramitação em diversos municípios não possuem estudo ou embasamentos técnicos que comprovem sua eficácia", disse, em nota enviada ao jornal A Tarde. "Os biombos aumentam a insegurança na agência, por dificultar a vigilância, e criam verdadeiros cubículos estanques", critica a entidade, que também minimiza a nova regra que obriga a instalação de câmeras externas. Segundo a Febraban, as agências possuem sistemas internos de câmaras, e "a vigilância externa compete ao poder público". O delegado titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), Nilton Tormes, avaliou as medidas como positivas: "Qualquer tipo de ferramenta que venha dificultar a ação dos marginais é bem vida". A instalação das cabines deve ser imediata e as câmeras têm que funcionar em até 180 dias.